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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

FGTS terá R$ 3 bi para construtoras

Em mais uma ofensiva para manter aquecido o mercado imobiliário, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) anunciou ontem a criação de uma linha de crédito de R$ 3 bilhões, com recursos do FGTS, para as construtoras financiarem a conclusão de obras em andamento ou lançarem novos empreendimentos. O Conselho decidiu ainda baixar a taxa de juros dos financiamentos habitacionais para trabalhadores com renda mensal de até R$ 2 mil. A taxa cairá dos atuais 6% ao ano mais TR para 5% ao ano mais TR.

Os trabalhadores com este limite de renda que sejam titulares de contas do FGTS terão juros ainda mais baixos, de 4,5% ao ano mais TR.

As duas medidas entram em vigor no início de 2009. “As medidas são no sentido de incentivar a fomentação de empregos na área da construção civil, que é a que mais cresce no País, e permitir ao consumidor realizar o sonho da casa própria, o que também incentivará o mercado”, afirmou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

O secretário-executivo do Conselho, Paulo Furtado, explicou que o programa de financiamento para as construtoras será feito por meio da aquisição pelo FGTS de títulos emitidos pelas empresas. As maiores, por exemplo,poderão emitir debêntures, enquanto as médias e pequenas empresas da construção poderão se unir e montar fundos imobiliários cujas cotas seriam vendidas ao FGTS. “Essa será uma forma inovadora e ágil de dinamizar o crédito para as empresas”, comentou Furtado, acrescentando que poderão ser financiados dessa forma até 80% do valor dos projetos.

O Conselho fixou o custo dos empréstimos às construtoras em 7% ao ano mais TR, quando se tratam de empreendimentos de habitação popular - unidades com valor de mercado de até R$ 130 mil. No caso de projetos habitacionais voltados para a classe média, as empresas terão de pagar 9% ao ano mais TR.

A avaliação do Conselho - formado por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empresários - é que o FGTS pode fazer bons negócios e ainda suprir a dificuldade de acesso das construtoras ao mercado bancário tradicional, em razão da escassez de crédito.

A proposta original, encaminhada ao governo por empresários do setor, era autorizar de uma só vez o uso de até R$ 12 bilhões do FGTS no programa, por quatro anos. Segundo fontes do Conselho, o Ministério da Fazenda foi contra a idéia.

Para os trabalhadores de baixa renda, que poderão tomar empréstimos habitacionais mais baratos no ano que vem, é preciso lembrar que sobre a taxa reduzida fixada pelo Conselho ainda serão acrescidos os chamados spreads bancários (taxa adicional que inclui margem de lucro e custos administrativos). Na Caixa Econômica Federal, principal agente operador de empréstimos com dinheiro do FGTS, o spread médio é 2,16% ao ano.

NÚMEROS

R$ 3 bilhões
é o valor da linha de crédito com recursos do FGTS aprovada ontem

R$ 2 mil
é o limite da renda mensal para beneficiar-se da redução da taxa

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Crise já atinge o setor imobiliário no Brasil

A crise financeira desencadeada pelas hipotecas de alto risco (subprime) nos Estados Unidos já atinge o mercado imobiliário brasileiro. Segundo a corretora Fator, os bancos estão sendo mais criteriosos na liberação de financiamentos, e o reflexo já pode ser sentido nas vendas de imóveis em setembro.

Apesar disso, as construtoras e incorporadoras mantêm suas projeções de lançamentos para 2008 e dizem que ainda não perceberam redução de demanda. Mas admitem que a velocidade de vendas no terceiro trimestre deve ser inferior a do segundo trimestre.

A indústria da construção no Brasil mostrou-se sensível à crise financeira nas últimas semanas, quando duas operações modificaram o panorama do setor. Após terem sua ações desvalorizadas em mais de 65% em agosto, a Tenda decidiu vender 60% de seu capital à Gafisa. As dificuldades em levantar recursos para colocar projetos em prática obrigaram a construtora a negociar com a concorrente. Apenas uma semana depois foi a vez da Company se unir à Brascan.

O movimento de fusões e aquisições, entretanto, não é sinônimo de alto risco de falência no setor, avalia a Fator. Segundo a corretora, as empresas têm três caminhos para se capitalizarem: a primeira delas é pela diminuição de lançamentos, que reduz a necessidade de financiamento. A segunda é pela venda de terrenos e outros ativos, e a terceira é pelo aumento de capital por novos parceiros. “As outras duas alternativas (1) aumento de dívida e (2) oferta secundária de ações são muito difíceis neste momento”, destaca a corretora em relatório.

Mesmo com o cenário adverso, a Fator se mostra confiante no futuro de três empresas: PDG Realt, Rossi e Rodobens. Para as ações da PDG (PDGR3), a corretora estima valorização de 142,7% até dezembro de 2009, projetando preço-alvo de 27,96 reais. A empresa conseguiu levantar 3 bilhões de reais para financiar suas operações, o que deve auxiliar a empresa lidar com a queda na velocidade de suas vendas.

A Rodobens também não deve ter problemas com caixa para financiar seus projetos até o primeiro semestre do ano que vem. Com isso, a Fator estima uma alta de 113,2% para os papéis da empresa (RDNI3), chegando a dezembro de 2009 cotados a 27,71 reais.

Já a Rossi dispõe de uma linha de crédito pré-aprovada a um custo equivalente ao CDI acrescido 2% a 2,5%. Pelos cálculos da Fator, a empresa deve conseguir cumprir suas metas de lançamentos em 2008 e suas ações (RSID3) têm potencial para subir 194,8% até o final do ano que vem, chegando a 15,36 reais.

A Cyrela também conta com um crédito pré-aprovado no valor de 500 milhões de reais e a um custo inferior ao da Rossi – CDI mais 0,8%. Além disso, a construtora pretende securitizar 250 milhões de reais dos 556 milhões de reais em créditos que tem a receber. Por isso, a Fator recomenda ao investidor manter as ações da companhia (CYRE3) em carteira. A expectativa é de alta de 50,8% nos papéis, que chegaria a dezembro de 2009 cotados a 27,45 reais.

Mesmo para aqueles que investiram na Inpar e viram seu dinheiro evaporar com a queda de 94% nas ações (INPR3) neste ano – a maior dentre as empresas do setor – a corretora recomenda cautela para manter os papéis em carteira. Pelas suas previsões, as ações podem subir a 6,85 reais até dezembro de 2009, o que significa uma alta de 506,2%. A incorporadora anunciou um plano para melhorar seu caixa, que inclui redução nas metas de lançamentos, venda de 200 milhões de reais em ativos, parcerias de longa duração e foco na venda de unidades que representam 1,5 bilhão de reais.

Já para a MRV, a expectativa é de desempenho abaixo da média do mercado. A margem lucro deve ficar no mínimo previsto, levando a Fator a estimar preço-alvo de 32,07 reais para os papéis (MRVE3), o que representa uma alta de 88,5% até o final do próximo ano.

A corretora não se posicionou quanto às ações de Lopes (LPSB3), Abyara (ABYA3) e Ezetec (EZTC3), mas destacou que a Lopes está desenvolvendo um estudo para identificar possíveis clientes. A Abyara, por sua vez, deve reduzir novamente suas metas para 2008.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Brascan incorpora a construtora paulista Company

Dez dias após a compra da Tenda pela Gafisa, a canadense Brascan Residential Properties (BRP) anunciou nesta quarta-feira (10) a incorporação da construtora paulista Company, em mais um lance do movimento de consolidação do setor imobiliário. Os acionistas da companhia vão colocar R$ 200 milhões no bolso e receber o restante em novas ações ordinárias da Brascan (76,978 milhões). A empresa resultante dessa operação estará entre as três maiores do mercado em banco de terrenos e lucratividade.

Os controladores da Company terão 15% da nova empresa, cujo patrimônio líquido será de R$ 1,6 bilhão. Eles ficam obrigados a permanecer na empresa por, no mínimo, três anos. A partir dessa data, podem vender até 30% das suas ações. Dois anos depois, têm a opção de sair completamente do negócio. Além disso, terão de participar da gestão da Brascan, em três diretorias estratégicas, nos dois primeiros anos. É uma forma que a Brascan encontrou para manter a inteligência da Company dentro da nova empresa.

"Não é uma aquisição pura e simples. Seria preciso recorrer ao (dicionário) Aurélio para checar a diferença, mas se os controladores da Company terão 15% da nova empresa e continuarão como executivos, trata-se de uma fusão", explica o diretor financeiro e de relações com investidores da Company, Luiz Rogélio Tolosa.

As ações da duas empresas vêm sofrendo desde o começo do ano. Os papéis da Company já caíram 49,5% e os da Brascan, 46%. Os executivos acreditam que a combinação das duas companhias mudará a percepção do mercado, invertendo essa tendência. Em tese, é verdade. "O benefício imediato de uma fusão é a melhora da análise de crédito da empresa, que, com um patrimônio líquido maior, eleva seu limite de crédito", diz a diretora da consultoria Alvarez & Marsal, Fabiana Fakhoury. "São duas empresas com presença forte no setor, que vão formar uma potência e atuar em um patamar muito acima do que estavam antes", completa analista da Link Investimentos, Leonardo Cavarge.

A Company estava com seu crescimento comprometido por falta de alternativas de crédito, segundo os analistas. A empresa, como a maioria do setor que foi à Bolsa no ano passado, gastou boa parte do dinheiro que levantou na abertura de capital na compra de terrenos. "Ela não tinha banco de terrenos e sua única alternativa era vender ativos para continuar crescendo", diz o consultor financeiro da Arsenal Investimentos, Gustavo Junqueira "Dada a diluição dos controladores, o melhor foi sair da posição de controlador de um negocio pequeno para ser um minoritário de um negocio grande e que pode ser maior."

No caso da Brascan, a operação sinaliza o apetite dos canadenses - o fundo Brooksfield, seu controlador - pelo mercado imobiliário brasileiro, um dos poucos que crescem em ritmo frenético no mundo. A fusão ocorre apenas cinco meses após a aquisição da MB Engenharia, do Centro-Oeste. "O fundo está enxergando que existem oportunidades após as violentas desvalorizações das ações do setor imobiliário", diz Junqueira.

O mercado acredita que a Brascan vai seguir fazendo outras aquisições. "A Brascan está no País há mais de cem anos e tem uma visão muito positiva do Brasil. Nos últimos 12 meses, investiu US$ 1,5 bilhão em outros setores, como energia e shopping center", afirma o presidente da BRP, Nicholas Reade. "A gente precisa digerir o que acabou de absorver. Possivelmente no ano que vem a gente abre o olho de novo."

Reade revela que "olhou" outros negócios antes de fechar acordo com a Company. "Mas ela era a que mais correspondia aos nossos anseios. A gente queria uma empresa com presença forte em São Paulo." As duas empresas têm atuação geográfica complementar. A Brascan é forte no Rio de Janeiro - e mais recentemente no Centro-Oeste, graças à aquisição da MB.
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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Grupo Advento adquire a Construtora Serpal

O Grupo Advento, do empresário Juan Quirós, com sede em Campinas/SP, ganha novos sócios e se transforma no único grupo de construção e engenharia turn key da América Latina. Com aporte inicial de R$ 60 milhões realizado pelo AIG Investments, o Grupo Advento adquiriu a Serpal, uma das principais construtoras do País, com 35 anos de atividades. Além da Serpal, o Grupo conta com as empresas Vecotec Sistemas de Climatização, Vox Engenharia Elétrica, Hidráulica e Mecânica, e Temar Manutenção Integrada. No período de um ano, mais R$ 20 milhões deverão ser aplicados na expansão das atividades do Grupo.

Nesse novo formato, o Grupo deverá fechar 2008 com volume de negócios de R$ 580 milhões e 2 mil colaboradores. No próximo ano, a expectativa é alcançar R$ 770 milhões e, em um prazo de até três anos, deverá estar preparado para a Abertura de Capital (IPO). O empresário Juan Quirós continuará no comando e será acionista majoritário neste modelo de negócio que permite tanto oferecer soluções de engenharia integradas, como manter a identidade e autonomia de cada uma das empresas. O banco Credit Suisse, que assessorou nas negociações de compra da Serpal e na busca de investidores, passará a integrar o Grupo Advento como acionista minoritário em função dos serviços prestados.

“Por mais soluções técnicas em utilidades que pudéssemos oferecer aos clientes, a líder no processo de obra era sempre uma construtora. Sem a presença de uma construtora, não teríamos a chance de integrar e participar de todo o projeto”, explica Juan Quirós. O empresário identificou a oportunidade de criar um modelo de engenharia turn key no Brasil e de adquirir a construtora Serpal.

“Ajudamos a encontrar um sócio para financiar essa aquisição, pois sabemos como é importante para o mercado de construção e engenharia contar com um grupo que ofereça serviços integrados”, diz José Olympio Pereira, diretor responsável pelo Banco de Investimento do Credit Suisse, que esteve à frente da operação.

O AIG Investments foi consultado e decidiu investir na companhia, aplicando os recursos necessários à aquisição da Serpal. Para isso, o AIG Investments analisou e discutiu o modelo de integração com clientes e executivos do setor de construção e engenharia, o que confirmou o potencial e os benefícios do modelo de negócios proposto por Juan Quirós.

“A Serpal tem excelente reputação no mercado e um longo histórico de serviços prestados a clientes de primeira linha. Nosso objetivo era comprar uma construtora que gerasse sinergia entre as empresas, possibilitasse o ingresso em novos mercados e permitisse nossa participação em todos os setores em crescimento no país. Para isso, precisávamos de sócios fortes, mas sem que perdêssemos o controle e a estratégia do negócio. A presença do AIG Investments como acionista acelera nossa expansão, agrega governança e encurta o caminho da internacionalização do Grupo Advento”, diz Quirós.

AIG Investments

Para Cristiano G. Lauretti, Managing Director do AIG Investments, o modelo constituído pelo Grupo Advento permite reduzir ineficiências existentes no processo tradicional de construção e oferecer soluções técnicas completas por meio da integração dos serviços de engenharia, construção e utilidades. Com isso, o Grupo Advento será capaz de simplificar a execução de projetos e se beneficiará das sinergias entre as diferentes linhas de negócio.

“O investimento no Grupo Advento e a conseqüente compra da Serpal permitirão ao AIG Investments participar do crescimento esperado em diversos segmentos como, por exemplo, papel e celulose, indústria farmacêutica, hospitais e shopping centers”, afirma Lauretti. “Além disso, identificamos no empresário Juan Quirós um grande potencial comercial que será otimizado com a compra de uma companhia como a Serpal. Prevemos ainda um futuro aporte de capital para alavancar o crescimento do Grupo”.

Braço de investimentos do American International Group, Inc (NYSE: AIG), o AIG Investments é um líder global em asset management, com atividades em fundos de ações, renda fixa, hedge, private equity e real estate. Em 30 de junho de 2008, as subsidiárias do AIG Investments possuíam mais de US$ 758 bilhões em ativos administrados, empregando mais de 2.100 funcionários em seus 46 escritórios mundialmente. Recentemente o AIG Investments anunciou a captação de seu novo fundo de US$ 692 milhões para investimentos na América Latina, com foco no Brasil. Entre os principais investimentos estão os realizados nas empresas Gol, Fertilizantes Heringer e Grupo Providência, que abriram capital após aporte do AIG Investments.

“O mercado de empresas Real Estate nos segmentos residencial e comercial tem passado por um período de grande desenvolvimento. No total, 17 IPOs foram executados desde 2004. O segmento de construção industrial apresenta potencial de desenvolvimento similar, sobretudo devido à rápida expansão fabril em curso no país, e o Grupo Advento está excepcionalmente bem posicionado para se beneficiar desta tendência de crescimento”, analisa Ana Vigon, Head da América Latina e Managing Director do AIG Investments.

Grupo Advento

O Grupo Advento teve origem em 1994, em Campinas, com a constituição da Vecotec, uma pequena empresa de sistemas de climatização e controle de contaminação ambiental que começou a realizar grandes obras corporativas a partir de 1996, experimentando forte expansão nos mercados brasileiro e internacional. No mesmo ano, o grupo incorporou a Temar, empresa especializada em automação e manutenção integrada de utilidades.

Juan Quirós desligou-se temporariamente das empresas em 2003. Junto com o empresário Luiz Fernando Furlan, participou do governo Lula, onde assumiu a presidência da Apex Brasil (Agência de Promoção de Exportação e Investimentos), na qual permaneceu até maio do ano passado. Aos 46 anos, Quirós também é vice-presidente da FIESP, eleito em 2007.

No mesmo ano, em seu retorno à atividade empresarial, Quirós adquiriu a Vox Engenharia, empresa de instalações elétricas, hidráulicas, mecânicas e de montagens de equipamentos e processos industriais. Para consolidar a estratégia de se transformar no único grupo no País a integrar todos os serviços em infra-estrutura de engenharia e construção civil, o empresário comprou a construtora Serpal, finalizando assim essa primeira fase de aquisições.

Entre as obras do Grupo Advento em andamento estão a maior fábrica da Sadia do País, em Lucas do Rio Verde/MT, o Ventura Corporate Towers, principal empreendimento comercial de alto padrão green building do Rio de Janeiro, e os hospitais da Amil e o Samaritano, na capital paulista. O grupo atende os mais diferentes segmentos como indústrias, laboratórios farmacêuticos, montadoras de automóveis, shopping centers, empresas cosméticas, de papel e celulose, cimento, aço e do setor de alimentos e bebidas, com mais de 1320 obras realizadas no Brasil e exterior.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Gafisa compra 60% do capital da Tenda

A incorporadora Gafisa e a construtora Tenda anunciaram hoje um acordo para a integração societária das atividades da Tenda e da Fit Residencial Empreendimentos Imobiliários, subsidiária da Gafisa, de forma a desenvolverem atividades voltadas para o setor imobiliário de baixa renda no Brasil. Após a operação, a Gafisa passará a ser dona de 60% do capital total e votante de Tenda, mantendo-se o porcentual mínimo de ações de Tenda em circulação necessário à permanência da companhia no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

De acordo com comunicado divulgado hoje, a Fit será incorporada pela Tenda, que continuará a operar como companhia aberta, tendo suas ações negociadas no Novo Mercado da Bovespa. A operação não acarretará direito de retirada para os acionistas da Tenda.

Na data da incorporação, a Fit deverá ter um capital social de, pelo menos, R$ 420 milhões, totalmente subscrito e integralizado pela Gafisa, e um caixa líquido de, no mínimo, R$ 300 milhões. O Rothschild, grupo que atua em privatização e fusões & aquisições no Brasil, atua como assessor financeiro exclusivo da Fit e Gafisa no negócio e Banco Modal como assessor financeiro da Tenda.

Ações

As ações ordinárias (ON) da Tenda acumularam baixa de 61,32% em agosto. A desvalorização dos papéis da construtora ganhou força após a divulgação do balanço do segundo trimestre, que frustrou as expectativas do mercado. Nos últimos dias, a queda foi acentuada pela publicação de dois relatórios de bancos, que citaram problemas da Tenda em financiar sua expansão e rebaixaram a recomendação para as ações da empresa.

Na quinta-feira passada (dia 28), a construtora Tenda emitiu comunicado ao mercado afirmando que não havia razões específicas, de conhecimento da empresa, para justificar a recente queda das ações.

Um dia depois, na sexta-feira (dia 29), o diretor Administrativo da Tenda, André Vieira, disse que a empresa analisaria quais as melhores alternativas disponíveis para levantar recursos. Segundo Vieira, uma operação poderia ocorrer neste trimestre ou em 2009.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Lucro da Construtora Tenda cresce 557,8% no 2º trimestre

A Construtora Tenda, única companhia do setor imobiliário residencial voltada exclusivamente para o segmento de baixa renda e com equipe própria de vendas, anunciou hoje um lucro líquido de R$ 20,840 milhões no segundo trimestre de 2008, registrando aumento de 557,8% em comparação aos R$ 3,168 milhões vistos em igual período do ano anterior.

A receita líquida operacional da companhia totalizou R$ 179,295 milhões entre abril e junho deste ano, alcançando avanço de 583,4% ante R$ 26,236 milhões vistos no mesmo período de 2007.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ficou em R$ 30,280 milhões no segundo trimestre de 2008, com um aumento de 6.288,2% ante os R$ 474 mil obtidos em igual período do ano anterior. Já a margem Ebitda foi de 16,9% no trimestre passado, atingindo uma alta de 15,1 pontos percentuais em termos anuais.

Em comunicado ao mercado, a Tenda informou o lançamento de 6.788 unidades no segundo trimestre de 2008, com um valor geral de vendas (VGV) total de R$ 496 milhões, alcançando um aumento de 116% em relação à igual período de 2007. Já as vendas contratadas entre abril e junho deste ano foram de R$ 405 milhões, 410% maior na comparação ao mesmo período do ano anterior.

"Trabalhamos com um cenário de continuidade do crescimento econômico ao longo dos próximos trimestres, pautado pela diminuição das taxas de inflação já no curto-prazo, ao passo que temos acompanhado de perto a evolução de nossas vendas mês a mês, bem como os índices de cancelamento e inadimplência", informou a companhia por comunicado.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Lucro da construtora Cyrela cresce 51% para R$ 85,8 mi

A construtora e incorporadora Cyrela teve lucro líquido de R$ 85,849 milhões no primeiro trimestre de 2008, crescimento de 51% sobre o lucro de R$ 56,858 milhões em igual período do ano passado. A receita líquida subiu para R$ 518,932 milhões, ante R$ 303,279 milhões. O lucro bruto aumentou 73% na mesma base de comparação, para R$ 217,562 milhões.O lucro da Cyrela antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 109,407 milhões, contra R$ 71,117 milhões no mesmo período do ano passado. Já a margem Ebitda recuou 2,3 pontos porcentuais, para 21,1% nos três primeiros meses deste ano.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Construtoras seduzem com personalização


O cliente que compra o imóvel na planta e já sabe como decorá-lo pode negociar detalhes como localização de saídas de água, energia e gás O sonho de uma vida para a maioria dos compradores de classe média, os apartamentos na faixa de preço entre R$ 150 mil e R$ 300 mil, ganham a personalidade do dono antes mesmo de serem concluídos.
A proposta das construtoras é uma tendência em crescimento porque a oferta desses imóveis tende a aumentar e a flexibilidade vale pontos na dianteira da concorrência. A maioria oferece opções de acabamento e mantém plantas padronizadas.
O cliente que compra o imóvel na planta e já sabe como decorar o imóvel pode negociar detalhes como localização de saídas de água, energia e gás.

Para os clientes da MRV Engenharia, a construtora oferece o serviço Exclusivitá. Por meio dele os clientes podem optar por diversas opções de acabamento e variações. Além de receber o imóvel como imaginava, o proprietário ainda pode pagar a conta parcelada até que o apartamentos seja entregue.

Pacote
A construtora criou pacote de personalização há 10 anos com 20 itens básicos (pisos, louças, bancadas de granito e azulejos). Atualmente, a empresa oferece variedade em pisos, louças, metais, texturas nas paredes, maçanetas, fechamento de área com vidro temperado, entre outros itens.
"A flexibilização do acabamento é uma tendência que veio para ficar. É muito importante que o comprador receba o imóvel da forma que ele sonhou e como realmente necessita, muitas vezes pequenas intervenções de arquitetura propiciam essa realização", comenta o diretor comercial, José Lima. A flexibilização das plantas conforme o perfil de cliente também já está em estudo pela construtora.
Outra idéia é visitar a obra com um arquiteto e verificar se é possível mexer, ao menos, nas saídas de energia, gás e água. Para quem quer realizar uma obra mais completa, a recomendação é negociar a entrega do apartamento "cru".

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Construtora investirá R$150 milhões no estado de Bahia

Aexpansão do setor imobiliário na Bahia, que em 2007 vendeu mais de sete mil unidades, está despertando cada vez mais o interesse de construtoras de outros estados. A pernambucana Queiroz Galvão acaba de anunciar que também vai entrar na “briga” no mercado baiano. A empresa, que já atua nas cidades de Recife e São Paulo, vai investir no estado, somente este ano, nada menos do que R$150 milhões em três empreendimentos residenciais. Localizado num dos bairros mais nobres de Salvador, o Horto Florestal, o Splendor será o primeiro empreendimento da incorporadora, que será lançado no próximo dia 13. O início das obras está previsto para outubro deste ano.
“A Bahia tem um mercado imobiliário em ebulição. Segundo a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), somente no ano passado foram vendidas mais de sete mil unidades residenciais no estado, enquanto que em Pernambuco foram apenas 2,8 mil unidades”, revela o superintendente regional da Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário (QGDI) – subsidiária do grupo –, Nelson Calazans. Segundo ele, Salvador, por exemplo, está entre os melhores mercados imobiliários do país, daí a justificativa dos altos investimentos na região. Inicialmente, a atuação da construtora no estado será focada no mercado de luxo, porém a perspectiva é de que futuramente eles realizem empreendimentos imobiliários para todos os públicos, da classe A até a econômica.
Sem revelar detalhes, o superintendente afirmou apenas que o próximo lançamento da QGDI na Bahia deve acontecer no início do segundo semestre e será instalado na concorrida Paralela. Já o terceiro empreendimento será no município de Lauro de Freitas e o lançamento está previsto para o final de 2008. “Estamos em fase de aprovação, mas já posso adiantar que serão imóveis residenciais com características mais econômicas do que o nosso primeiro empreendimento”, adianta ele, finalizando: “Salvador completou este ano o seu 459º aniversário, mas fomos nós que fomos agraciados com a generosidade e o acolhimento do povo baiano. Em agradecimento, vamos ofertar empreendimentos com o padrão de qualidade Queiroz Galvão.”

segunda-feira, 17 de março de 2008

Lucro da Cyrela sobe 74,2% para R$ 422,1 mi em 2007

A construtora Cyrela encerrou o ano de 2007 com lucro líquido de R$ 422,1 milhões, o que representa crescimento de 74,2% em relação ao ano anterior. O lucro bruto foi de R$ 703,243 milhões, um crescimento de 49,1%.
O lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 390,5 milhões no ano passado, uma alta de 57,2% em relação a 2006. A margem bruta acumulada em 2007 foi de 41,2%, comparada à de 42,2% em 2006.A receita líquida da construtora somou R$ 1,7 bilhão em 2007, aumento de 52,9%. A receita bruta do segmento residencial alcançou R$ 1,703 bilhão, 58,8% maior que em 2006. No ano passado, os lançamentos de imóveis somaram R$ 5,4 bilhões, incluindo as parcerias. As vendas contratadas foram de R$ 4,4 bilhões em 2007, sendo 64,1% a participação da Cyrela. Ao final do ano de 2007, a empresa possuía dívida líquida de R$ 135,9 milhões.
Os resultados do ano de 2007 referem-se às operações da área de incorporação imobiliária residencial, excluindo a Cyrela Commercial Properties S.A. Empreendimentos e Participações ("CCP"), e sem o segmento de lajes corporativas.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Norcon vai vender ações na Bovespa

A construtora nordestina Norcon protocolou nesta sexta-feira na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um pedido de registro para realizar uma oferta pública primária e secundária de ações ordinárias na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
A operação será coordenada pelo banco de investimentos Credit Suisse. Os acionistas vendedores na oferta secundária são os irmãos Luiz Antonio Mesquita Teixeira e Tarcísio Mesquita Teixeira, que controlam a companhia desde 1965.

sexta-feira, 7 de março de 2008

A CCP apresentou on resultado 63,5% superior ao exercício de 2006

A Cyrela Commercial Properties (CCP) apresentou no ano passado uma receita líquida de R$ 86,4 milhões em 2007, resultado 63,5% superior ao exercício de 2006. O Ebitda totalizou R$ 68,39 milhões, resultado 60,8% superior ao de 2006. A empresa alcançou um lucro líquido de R$ 23,2 milhões em 2007, resultado apenas 4% superior ao de 2006, devido ao impacto significativo de despesas no montante de R$ 3,5 milhões decorrentes da reestruturação das sociedades, constituição da CCP e custos para a emissão de novas ações que foi cancelada.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Preços dos materiais sobem entre 4% a 8% no CE


Tubos e conexões de PVC, fios e cabos, tintas, vernizes, ferragens e pisos foram reajustados em janeiro e fevereiroA indústria da construção civil elevou o preço de alguns materiais este ano. Tubos e conexões de PVC, fios e cabos, tintas, vernizes, ferragens e pisos estão mais caros, em relação aos preços do ano passado. Os valores destes produtos sofreram alta de 4% a 8%, em janeiro e fevereiro.
Tubos e conexões de PVC, fios e cabos foram reajustados por conta do crescimento nos preços do petróleo, segundo o presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon-CE), Roberto Sérgio Ferreira.
Varejo
O setor registrava um crescimento no segundo semestre do ano passado e conseguiu manter este desempenho até janeiro deste ano, que é um mês historicamente fraco para as vendas de material de construção no varejo.
A avaliação é do Sinduscon-CE e de alguns lojistas do setor, em Fortaleza, consultados pela reportagem. De acordo com Ferreira, as vendas no varejo caíram 25%, em fevereiro. ´Janeiro foi um pico nas vendas´, comenta. ´Fevereiro é um mês menor e com Carnaval, o que contribuiu para esta queda´.
Segundo o dirigente, a expectativa para o restante do primeiro semestre depende do inverno. ´As chuvas inibem reformas e pequenas construções, que impulsionam o varejo do setor´, diz Ferreira.
As lojas consultadas divergem entrem os resultados dos dois primeiros meses do ano. Na Mastercol, por exemplo, o gerente Flávio Machado diz que estes foram os piores meses, desde o segundo semestre do ano passado. ´A previsão é começar a recuperar as vendas a partir de maio´, diz.
Na Construção e Cia, o gerente geral Helder Teixeira observa que janeiro teve boas vendas, mas em fevereiro houve um declínio. Na Normatel, o gerente de marketing, Roberto Trigo, contabiliza que estes dois últimos meses mantiveram o ritmo de vendas de dezembro. Na Apiguana, o subgerente Francisco Sampaio, diz que as vendas foram puxadas por produtos de irrigação, proteção e ferramentas, mas os materiais de construção civil não seguiram este comportamento.
Indústria
Para as construtoras, o Sinduscon-CE estima que as licitações de obras estadual e municipal devem reaquecer a indústria da construção civil no Estado.
NO PAÍS
O faturamento total das vendas internas de materiais de construção apresentou crescimento de 29,03% em janeiro deste ano, em relação ao mesmo mês do ano passado, no País, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Ao contrário do comportamento típico do setor — em que os meses de janeiro normalmente apresentam queda em relação a dezembro —, no primeiro mês de 2008, o faturamento ficou 6,77% acima do atingido em dezembro de 2007.A expectativa do setor, segundo a Abramat, prevê para este ano um crescimento de 12%, em relação a 2007.
O desempenho dos materiais de base contribuiu para o resultado atingido, mais do que o dos materiais de acabamento. Para o mercado externo, o cenário se inverte. As exportações de materiais de construção, neste mês, apresentaram queda de 20,09% em relação ao mês anterior. Em relação a janeiro de 2007, o faturamento das exportações totais registrou recuo de 33,68%. Neste mês, houve queda no faturamento das exportações tanto nos materiais de base como nos de acabamento.
Mão-de-obra
O número de funcionários do setor apresentou, em janeiro, expansão de 5,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em relação a dezembro de 2007, houve alta de 0,41%.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

InPar estima VGV de R$ 100 milhões em projeto no Ceará

A incorporadora e construtora InPar prepara o lançamento do último empreendimento integrado ao Beach Park, no Ceará. Trata-se do condomínio Beach Park Wellness Resort, um residencial que inova ao trabalhar com um conceito diferenciado de resorts, baseado no programa Wellness. O projeto tem valor geral de vendas (VGV) estimado em R$ 100 milhões.
O condomínio, de médio-alto padrão é voltado para segunda moradia, e também para o público investidor. Será construído em um terreno de 33.350 m² em Porto das Dunas, uma das mais belas e valorizadas praias do Ceará, a apenas 15 km da capital Fortaleza. Cada apartamento terá 2 ou 3 dormitórios (com uma suíte), em tamanhos que variam de 58m² a 135 m² de área privativa, dispondo de uma ou duas vagas na garagem.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Construção Sustentável ganha força no mercado

Com a missão de disseminar o conhecimento, fomentar a formação de uma nova cultura e capacitar a sociedade para implementação efetiva dos conceitos da Construção Sustentável, a Goincorp Incorporações e Empreendimentos acaba de lançar o GreenKey. Este novo selo pretende identificar que todos os projetos lançados pela empresa respeitam os pré-requisitos necessários para minimizar os impactos do empreendimento junto ao Meio Ambiente.

Aliado ao lançamento dessa nova marca, foi criado dentro da empresa um núcleo de profissionais de diversas áreas (engenharia, arquitetura, compras e marketing) que pesquisam materiais a serem aplicados na construção dos empreendimentos com a missão de torná-los sustentáveis. Esse departamento certifica parceiros que possuam filosofia e produtos compatíveis com a minimização e reaproveitamento de recursos hídricos, materiais que maximizam o uso da iluminação natural, tornando o ambiente isotérmico, diminuindo o uso de aparelhos de ar condicionado e iluminação artificial. Também faz parte dessa comissão desenvolver programas racionais de destinação de lixos e coletas seletivas, bem como, todos os aspectos que harmonizem os empreendimentos ao meio ambiente.

E para fundamentar ainda mais toda essa iniciativa, além de alinhar a sua política de sustentabilidade ambiental, a Goincorp também acaba de se tornar membro do Green Building Council Brasil - GBC, uma organização referência no setor da construção civil que incentiva a transformação continua de toda a cadeia produtiva em direção à sustentabilidade. Além de facilitar a integração e cooperação entre os diversos participantes da indústria da construção, o GBC estimula o desenvolvimento de tecnologias, materiais, processo e procedimentos operacionais que fortaleçam as práticas sustentáveis no setor, compilando e divulgando as melhores práticas de construção sustentável.


Sobre a Goincorp

A Goincorp Incorporações e Empreendimentos atua no mercado imobiliário desde 1996. A organização é presida pelo administrador de empresas Henry Tjoanhan Go, 52 anos, empresário do setor da construção civil que prioriza seus esforços em Alphaville, na cidade de Barueri, onde está localizado o maior, mais famoso e luxuoso conjunto de condomínios da Grande São Paulo. Em sua trajetória profissional, Henry participou como sócio e diretor da Y. Takaoka Empreendimentos, oriunda da Construtora Albuquerque Takaoka S/A, respeitável empresa que planejou e concebeu Alphaville nos anos 70.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Grupo mexicano reserva US$ 1 bi para entrar no mercado imobiliário do Brasil

A mexicana Cemex quer fazer barba, cabelo e bigode, ou melhor, cimento, casa e venda de imóveis no Brasil. Por meio da construtora e incorporadora Construmex, sua subsidiária, o grupo vai entrar no mercado imobiliário no país. O projeto prevê a construção de 15 mil casas populares ao longo dos próximos três anos. O investimento poderá chegar a US$ 1 bilhão. A Construmex deverá seguir um modelo já adotado com êxito em seu país de origem: a implantação de núcleos residenciais para a população de baixa renda em cidades de médio e grande portes. Um estudo feito pela própria empresa aponta áreas próximas a reservas minerais, bacias petrolíferas e zonas turísticas como as de maior potencial para a instalação dos empreendimentos imobiliários. Os mexicanos já procuram terrenos no norte do estado do Rio de Janeiro e em Contagem, na Grande Belo Horizonte. A Cemex pretende atrair para o projeto fundos de investimento norte-americanos. Caso se confirme a meta traçada para os próximos três anos, o Brasil será a maior operação da Construmex depois do México e dos Estados Unidos. A construtora pretende ainda utilizar a investida brasileira como ponto de partida para projetos similares na Argentina e Uruguai. Além do interesse direto na construção de casas populares, por si só um investimento altamente promissor devido à expansão deste segmento, por trás do projeto da Cemex reside uma estratégia para ingressar também no mercado brasileiro de cimento. Como não poderia deixar de ser, a empresa será a fornecedora de todo o insumo usado pela Construmex no país. Em contrapartida, a construtora assegurará o fornecimento a preços mais camaradas do que os de mercado, uma variável fundamental na formação do preço final do imóvel. Estima-se que o custo de construção poderá ser até 20% menor do que a média de mercado. Para dar suporte ao projeto, os mexicanos estudam construir uma fábrica no Brasil.

O processo de consolidação do mercado de construção

O processo de consolidação do mercado de construção é inevitável, na opinião do diretor financeiro da incorporadora e construtora Company, Luiz Rogelio Rodrigues Tolosa. "Este vai ser o ano da consolidação, pois já contamos com 21 empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Para a Company, não há problema em discutir fusões e aquisições. Estamos abertos para isso", avalia.
No entanto, segundo Tolosa, o mais interessante para a empresa seria uma fusão com outra companhia do mesmo porte. "É mais provável uma fusão com outra igual do que uma aquisição vinda e cima para baixo", acredita
As ações da Company registraram valorização de 121,9% desde quando começaram a ser negociadas, após a oferta pública inicial (IPO) em março de 2006. Neste mesmo período, o Ibovespa subiu 63,1%. O volume médio mensal negociado aumentou 27,9% desde o IPO, de R$ 51,9 milhões para R$ 66,4 milhões.
Há pouco, os papéis da Company (CPNY3 ON) caíam 3,07%, para R$ 16,09.

O processo de consolidação do mercado de construção

O processo de consolidação do mercado de construção é inevitável, na opinião do diretor financeiro da incorporadora e construtora Company, Luiz Rogelio Rodrigues Tolosa. "Este vai ser o ano da consolidação, pois já contamos com 21 empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Para a Company, não há problema em discutir fusões e aquisições. Estamos abertos para isso", avalia.
No entanto, segundo Tolosa, o mais interessante para a empresa seria uma fusão com outra companhia do mesmo porte. "É mais provável uma fusão com outra igual do que uma aquisição vinda e cima para baixo", acredita
As ações da Company registraram valorização de 121,9% desde quando começaram a ser negociadas, após a oferta pública inicial (IPO) em março de 2006. Neste mesmo período, o Ibovespa subiu 63,1%. O volume médio mensal negociado aumentou 27,9% desde o IPO, de R$ 51,9 milhões para R$ 66,4 milhões.
Há pouco, os papéis da Company (CPNY3 ON) caíam 3,07%, para R$ 16,09.

Lançamento gigante chega à Barra Funda - São Paulo

A região da Barra Funda, zona oeste da cidade, vai receber um empreendimento gigante. Com 27 torres, 2.174 unidades, o conjunto de condomínios da construtora Bueno Netto que será lançado ainda este mês deve contribuir para uma mudança na dinâmica do bairro, que há alguns anos já é visto como uma das promessas do mercado imobiliário de São Paulo. O terreno de 63 mil metros quadrados, que estava vazio há anos, está numa área cuja legislação municipal trata como Zona Especial de Interesse Social (Zeis) e, portanto, possui uma série de restrições construtivas que apenas permitem empreendimentos voltados a famílias de classes média e baixa. Por causa disso, demorou até que a construtora encontrasse uma fórmula para tornar o empreendimento viável. “A gente começou a estudar esse terreno faz tempo, mas a conta nunca parava de pé”, afirma o diretor de novos negócios da Bueno Netto, Guilherme Bueno Netto. Para encaixar o projeto nas exigências da Prefeitura, serão criados entre 10 e 12 subcondomínios com no máximo 300 unidades, sendo 40% de habitações de interesse social, de dois dormitórios com 45 m²; 40% de habitação de mercado popular, três dormitórios com até 70 m²; e outros 20% de uso livre, que terão 100 m² e quatro dormitórios. “Nosso projeto é construir um novo bairro”, diz Bueno Netto. As unidades custarão de R$ 70 mil a R$ 270 mil.Segundo o executivo, o que vai permitir que o projeto saia do papel é a onda de crédito imobiliário que ampliou o acesso à casa própria. “Essa conta começou a fechar com melhora do mercado, a demanda de pessoas mais jovens e a maior facilidade de financiamento para os compradores.”
O empreendimento marca uma mudança estratégica da empresa que ao longo dos seus 30 anos no mercado trabalhou principalmente com um público de padrão mais alto e agora se volta ao mercado popular. “Sem dúvida o mercado de baixa renda veio para ficar; se não tiver nenhum susto econômico grande, nenhuma ruptura do modelo atual, esse mercado só vai continuar crescendo.”Para Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), o empreendimento gigante voltado ao perfil econômico não tornará a Barra Funda um bairro de perfil popular. Segundo ele, além dos condomínios já lançados na região, existem outros em fase de aprovação ao longo da Avenida Marquês de São Vicente em grandes áreas ainda vazias ou em terrenos de indústrias antigas. “Esses novos empreendimentos devem se situar em um padrão acima e a tendência é ir aumentando.”De qualquer forma, o fato de ser econômico não significa que a qualidade vá ser colocada em segundo plano. “Pode ser popular com qualidade boa, bonito, moderno. Existem projetos muito bons inspirados em empreendimentos mexicanos”, cita Pompéia.
TRANSFORMAÇÃO
A Barra Funda possui vários setores ainda muito deteriorados ao longo da estrada de ferro, mas nos próximos dez anos deve estar completamente transformada. “Há ainda armazéns do começo do século passado, com idade mínima de 60 anos. A tendência é tudo isso cair e virar prédio residencial”, prevê Pompéia. Uma parte já começou a passar por mudanças visíveis. “Há vários lançamentos na região e você já pode até ver um grande conjunto residencial pronto.” O empreendimento citado é o Cores da Barra, lançado pela Klabin Segall, em 2000. “Resolvemos investir ali antevendo a valorização do bairro, tendo em vista as facilidades de transporte e o potencial de valorização”, explica Paulo Porto, diretor de vendas e marketing da empresa. Com 400 unidades de três dormitórios e cerca de 93 m², o condomínio foi o primeiro de uma série de empreendimentos lançados na região pela empresa. “Quem chegou antes teve chance grande de fazer um bom negócio. Os proprietários tiveram valorização no preço de 70% a 80%”, calcula.Hoje, o olhar sobre o bairro já mudou: “A Barra Funda era uma região muito questionada naquela oportunidade, hoje é muito estudada.” Após a junção com a construtora Setin, o grupo ainda lançou em outubro do ano passado um empreendimento ao lado do Terminal Rodoviário, o Liv Barra Funda, com unidades de 96 m² a 132 m², e em dezembro o Celebration, perto do Playcenter, com apartamentos de 126 m² a 162 m².O preço do metro médio quadrado no bairro no ano de 2007, de acordo com dados da Embraesp, foi de R$ 2.916. A tendência é aumentar à medida em que os terrenos forem ficando escassos e os imóveis mais valorizados.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Lucro da Rossi cresce 200% em 2007

A Rossi Residencial registrou um lucro líquido de R$ 131,3 milhões em 2007, crescimento de 200,5% em relação a 2006. No último trimestre do ano, o lucro foi de R$ 25,1 milhões, redução de 14,1% se compardo com o mesmo período do ano anterior.
A receita da empresa somou R$ 732,9 milhões, aumento de 78,2% frente 2006. No último trimestre de 2007, a receita atingiu R$ 231,5 milhões, crescimento de 84,8% ante o quarto trimestre do ano anterior.
O Ebitda em 2007 somou R$ 132,1 milhões, alta de 159,2% em relação a 2006. No trimestre, a receita da Rossi chegou a R$ 35,8 milhões, elevação de 56,8% se comparado com o mesmo período do ano antecessor.