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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Vendas do varejo de material de construção cresceu 9,5% em 2008

O faturamento das vendas do varejo de material de construção cresceu 9,5% em 2008, ao somarem R$ 43,23 bilhões. Os números são da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). A previsão já era esperada pela entidade, que mantém a projeção de crescimento de 8,5% para 2009.

Por sua vez, as vendas internas de cimento cresceram 14,3%, totalizando 51,105 milhões de toneladas, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic). Em 2007, as vendas totalizaram 44,706 milhões de toneladas. Em dezembro de 2008, foram vendidas 3,969 milhões de toneladas, 11,1% a mais que em dezembro de 2007 As vendas por dia útil no mês - 172,6 mil toneladas - aumentaram 3,8% ante dezembro do ano anterior, mas recuaram 11,6% contra novembro de 2008.

A Anamaco destaca a necessidade de consumo de materiais de construção nas obras dos lançamentos feitos em 2008 e nas reformas em andamento. Há expectativa também que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no setor de saneamento beneficiem o comércio de material de construção.

Já o secretário-executivo do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), José Otávio de Carvalho, disse que consumo aparente de cimento no Brasil deve se manter este ano pelo menos no mesmo nível de 2008. No fim de novembro, o representante do Snic disse que o consumo aparente de cimento não iria crescer 8% em 2009 no país, como se esperava antes do acirramento da crise financeira. Na ocasião, ele informou que estudos preliminares apontavam que, em 2009, a variação do consumo aparente deveria ficar entre zero e crescimento de 3%.

Mas diante da indefinição em relação a fatores como renda, emprego e confiança do consumidor - e aos reflexos desses itens no comportamento dos potenciais compradores de imóveis, Carvalho prefere ser mais cauteloso e esperar pelo menos a manutenção do nível de consumo de cimento registrado no ano passado. "As obras iniciadas vão continuar, mas como o comprador vai se comportar é uma incógnita", disse.

Segundo ele, as vendas internas em dezembro, de 3,969 milhões de toneladas, foram recorde para o mês, superando o recorde anterior de 3,572 milhões de toneladas, registrado um ano antes. Outro recorde foi o consumo per capita de 273 quilos por habitante em 2008. "O último trimestre de 2008 foi bom, e não demonstra nenhuma queda do consumo. No primeiro semestre de 2009, ainda teremos um nível positivo de consumo. Já o desempenho no segundo semestre vai depender muito do comportamento da economia no primeiro", disse Carvalho.

Ele destacou que o governo tem dado "apoio irrestrito" ao setor de construção civil, por exemplo, por meio do estímulo ao financiamento imobiliário. Há também expectativa de mais atividades na área de infraestrutura. "Temos essa expectativa, mas não uma visão concreta da viabilidade disso acontecer", ponderou.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Setor pode crescer na contramão

A falta de confiança parece um problema maior do que a própria crise financeira mundial para a construção civil brasileira. De acordo com o diretor de economia do Sindicado da Indústria da Construção civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Eduardo Zaidan, mesmo que haja um crescimento zero do Produto Interno Bruto (PIB), o setor vai crescer impulsionado pelo carregamento das obras já contratadas. "A construções em execução devem impactar em um PIB do setor entre 3% a 3,5% no ano que vem. Há um horizonte de trabalho de pelo menos seis meses", disse.

Segundo a economista da Tendências Consultoria, Amaryllis Romano, o cenário é bem possível, já que enxugando o problema de liquidez, os investimentos e a demanda vão retomar o ritmo, que apesar da crise mundial, não está em um nível ruim. "O cenário doméstico não é catastrófico", afirma

Amaryllis avalia que a mudança conjuntural, a partir de setembro, quando houve o ápice da crise mundial, não foi capaz de alterar a perspectiva de expansão para o ano novo "Em 2009 a construção vai crescer cerca de 4%, mas apesar da desaceleração prevista para acontecer em relação a 2008, a taxa é considerada positiva. Em 2007 o setor cresceu 5,1%", analisa.

Para 2008, apesar de ainda não ter consolidados todos os dados, o economista do Sinduscon-SP revela que, mesmo diante da crise, o PIB da construção deve mesmo ser 10% maior que em 2007, totalizando R$ 113,6 bilhões. "Isso representa um crescimento acumulado de 34% desde 2004. Nesse mesmo período o PIB brasileiro cresceu 26%", destaca Zaidan.

Já Amaryllis estima que a construção vai apontar expansão de 7% em 2008, sendo que as obras públicas devem representar de 33% a 37% desse crescimento.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Setor de material de construção sente impacto da crise

As vendas do varejo de materiais de construção estão refletindo a retração do consumo decorrente da crise financeira internacional. Em outubro, o faturamento do setor caiu 10% em relação ao mesmo mês do ano passado e teve ligeira queda de 0,2% na comparação com setembro, segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Na prática, quem já havia começado a construção ou reforma não interrompeu o processo. Mas uma parcela dos que pretendiam realizar obras, porém, preferiu adiar o momento de iniciar a construção.

Diante da redução das vendas, a Anamaco revisou para baixo a projeção de crescimento para 2008. A entidade projeta expansão de 9,5% do faturamento do varejo de materiais, ante a meta anterior de aumento de 10,2% nas vendas. Em 2007, as varejistas que atuam no segmento faturaram R$ 39,48 bilhões. Até setembro, antes do acirramento da crise internacional, as vendas de materiais registraram forte ritmo de crescimento, de acordo com o presidente da Anamaco, Claudio Conz. Nos 12 meses encerrados em outubro, houve expansão de 10,5%.

No mês de outubro, com a retração dos financiamentos, as vendas de materiais nas lojas caíram, comportamento que se repetiu nos primeiros dias de novembro. Segundo Conz, o ritmo de comercialização em novembro está menor que no mesmo mês de 2007 e que em relação a outubro deste ano. Há expectativa que as vendas ganhem algum fôlego em dezembro com a entrada no mercado dos recursos do 13º salário, mas ainda assim a tendência de desaceleração não deve ser revertida.

Vendas

Conforme o presidente da varejista de materiais de construção Dicico, Dimitrios Markakis, as vendas nas lojas abertas há mais de um ano recuaram 2% em outubro em relação ao mesmo período de 2007. Já em novembro, as vendas devem encerrar com alta de apenas 3%. Até setembro, o crescimento médio mensal estava em 12%. O desempenho recente levou a Dicico a revisar para baixo a expectativa de incremento nas vendas para esse ano de 12% para 9% sobre o resultado de 2007.

Os efeitos da crise também afetaram a intenção de gastos dos consumidores de materiais de construção. Pesquisa do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), apontou redução na intenção de gastos dos consumidores com materiais de construção no quarto trimestre em relação ao terceiro trimestre desse ano, de R$ 3,6 mil para R$ 2,6 mil.

A professora do Provar Patrícia Vance explica que essa retração na intenção de gastos reflete a restrição na concessão de crédito e o receio dos consumidores em contrair dívidas num momento de incertezas em relação ao futuro da economia. Ela ressalta que os gastos com reformas geralmente podem ser adiados, já que não são compras baseadas no impulso, mas racionais, que dependem de planejamento e, em alguns casos, de contratação de mão-de-obra.

Segundo o presidente da Anamaco, passou a ser mais difícil contratar crédito nas lojas de materiais junto à maior parte dos agentes financiadores, e as próprias revendas estão mais seletivas na concessão de financiamento aos clientes.

Retração

A retração registrada pela Anamaco contrasta com o que vem sendo observado pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), que revisou, esta semana, a projeção de crescimento das vendas internas em 2008 de 23% para 28%. No mês passado, a entidade havia elevado a expectativa de expansão do patamar de 18% a 20% para 23%.

De janeiro a outubro, as vendas domésticas das indústrias materiais subiram 36,47% ante o mesmo intervalo de 2007. Nos últimos 12 meses, a expansão foi de 34,16%. Na comparação com setembro, as vendas internas cresceram 4,4% em outubro. Conforme o presidente da Abramat, Melvyn Fox, no curto prazo, a crise não vai ter influência no segmento, pois as obras continuam, e os projetos estão orçados e aprovados.

Parte da diferença dos indicadores da entidade que reúne as indústrias e da que representa os lojistas pode ser explicada, segundo o presidente da Anamaco, pela formação de estoques pelo varejo diante da preocupação de que pudesse haver falta de materiais. Normalmente, as varejistas compõem seus estoques no fim do ano, o que também eleva a demanda por materiais. Além disso, uma parcela das vendas da indústria de materiais é feita diretamente às construtoras, sem passar pelo varejo.

Para 2009, a expectativa da Anamaco é que o faturamento das lojas de materiais de construção cresça de 7% a 9%. Considerando apenas o consumo de materiais pelo estoque de 50 milhões de moradias no País, haveria expansão de 3,5% a 5%, mas há perspectiva de avanços na liberação de recursos para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As vendas do segmento podem ser impulsionadas também quando o Plano Nacional de Habitação (Planhab) começar a ser implantado, segundo o presidente da Anamaco. O Planhab traça metas para o combate ao déficit habitacional até 2023.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Material de construção vai crescer mais este ano

A crise está longe ainda de chegar ao mercado de construção civil. Ontem, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) refez, pela quarta vez neste ano, as projeções de crescimento do setor, elevando a previsão inicial de 12% para 28% em 2008, a um faturamento estimado de R$ 100 bilhões. A revisão se deve ao registro de elevação de 36,5% nas vendas acumuladas até outubro, na comparação com o ano anterior. "Nós sabemos que há uma crise e isso vai nos afetar em algum momento. Mas os efeitos demoram um pouco mais para chegar à indústria da construção porque há ainda muitas obras em andamento", avalia Melvyn Fox, presidente da associação.

A venda de produtos básicos, utilizados na estrutura das construções, como cimento, aço e tubulações, aumentou 40,2%. O faturamento das vendas internas de materiais de acabamento, acumulado até outubro, apresentou crescimento de 20,11% em relação ao mesmo período do ano passado.

O setor de embalagens de aço cresceu 2,6% até outubro deste ano, em relação ao mesmo período de 2007. O crescimento foi puxado pelo segmento de latas de tintas. A Duratex também informou que opera a 90% da capacidade e decidiu postergar o investimento de R$ 450 milhões em uma nova linha de painéis de madeira, mas mantém os R$ 925 milhões que vão elevar em 125% a capacidade de painéis de MDF e 33% a capacidade da Deca, empresa do grupo.

Fabricantes do setor como Tigre e Amanco, de tubos e conexões, e Basf, da marca Suvinil, já informaram a perspectiva de manutenção do crescimento também para 2009, quando os números devem ser menores do que os de 2007 e 2008. Na previsão da Abramat, o crescimento de 2009 fica em 6%.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Apesar de captar R$ 15 bi na bolsa, setor de construção civil convive com falta de capital de giro

O setor de construção civil praticamente fez virar pó R$ 19,344 bilhões captados entre 2006 e 2007, sendo R$ 15,67 bilhões por aumento de capital, mediante ofertas primárias de ações (OPAs). Agora, convive com a falta de capital de giro para concretizar as obras. E a menor liquidez afeta diretamente o caixa das empresas, que necessitam financiar seus projetos bem antes de obter a receita.

Nem o pacote anunciado pelo governo, de R$ 18 bilhões, de novas linhas de financiamento habitacional da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para servidores públicos federais e aumento de 25% na oferta de crédito consignado da Caixa para 2009, mudou as perspectivas para o segmento.

Os recursos oferecidos pelo governo devem ser suficientes apenas para os empreendimentos já engatilhados.

"As empresas saíram correndo para comprar terrenos e faltou capital de giro, problema agravado pelo corte de crédito. Não foram bons administradores, pois não era necessário comprar tanto terreno. Isso ocorreu com grande parte do mercado", ressalta o vice-presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), Keyler Carvalho Rocha.

Na avaliação do diretor de Relações com Empresas da Apimec-SP, Ricardo Tadeu Martins, o problema é que, com a corrida do setor pelo crescimento, a concorrência se agravou e a busca por terrenos para os empreendimentos foi antecipada. "Algumas instituições financeiras davam o empréstimo para compra dos terrenos e as empresas quitavam após a OPA. Agora esse banco de terrenos está encalhado por falta de capital" explica.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Caixa amplia linha de crédito para material de construção

Quem vai construir ou reformar poderá, a partir de agora, contar com uma ajuda maior da Caixa Econômica Federal. Desde a última segunda-feira (10), a linha de crédito chamada de Construcard FGTS, para aquisição de material de construção, passou o limite de financiamento de R$ 7 mil para R$ 25 mil.
A linha, que utiliza recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) tem juros que variam de 6% a 8,16% ao ano e atende pessoas com renda máxima de R$ 1.900,00. Para quem ganha acima deste valor, a caixa oferece outra linha de financiamento, Construcard Caixa/SBPE, cujo valor mínimo de empréstimo é de R$ 1.000,00.
Construcard FGTS
De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, quem deseja contratar o Construcard FGTS não encontrará muitos problemas. A aquisição da linha é feita diretamente nas agências bancárias e, segundo publicado pela Agência Brasil, as únicas exigências são de que a documentação do imóvel esteja em ordem e de que o tomador do empréstimo não comprometa mais de 30% de sua renda mensal.
Quem optar por este tipo de financiamento, poderá ter as compras facilitadas ao usar o cartão de débito Construcard FGTS, aceito em mais de 40 mil lojas credenciadas, e ainda incluir até 15% dos custos de mão-de-obra no valor do material.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Varejo de materiais para construção se anima mais com ação da Caixa

O varejo de materiais para construção está animado com a ampliação do limite de financiamento anunciado pela Caixa Econômica Federal para quem vai construir ou reformar. Segundo o presidente da Dicico, Dimitrios Markakis, essa linha de crédito atinge principalmente os consumidores que desejam reformar a casa, o que deve impactar positivamente as vendas da rede. "Cerca de 61% das nossas vendas é para reforma e os outros 29% para construção, ou seja, esse aumento de crédito vai ser muito importante para o nosso negócio", avalia.

A Caixa Econômica Federal ampliou o acesso à linha de crédito Construcard, para aquisição de material de construção. O limite de financiamento passou de R$ 7 mil para até R$ 25 mil. O empréstimo tem juros de 6% a 8,16% ao ano, de acordo com a faixa de renda do tomador. Atualmente, o limite de renda para este produto é de R$ 1,9 mil.

Dimitrios Markakis acredita que sua rede será mais beneficiada que algumas concorrentes, pois ele ataca diretamentente a população de baixa renda. "Esse financiamento é voltado para famílias com renda abaixo de R$ 2 mil. É a cara da classe média, que é a nossa cara", se anima.

O executivo revela que a Dicico ainda não percebeu reflexos queda na confiança do consumidor brasileiro, que foi afetada pelo noticiário sobre a crise financeira mundial. "A classe A está sendo mais prejudicada, pois é um grupo mais seleto que tinha investimentos e aplicação em bolsa de valores. Esse grupo não é nosso foco. Nosso cliente tem outro perfil", explica ele, lembrando que a maior parte das 40 lojas estão localizadas em regiões periféricas.

Do outro lado, mais dirigida para as classes A e B, a C&C Casa e Construção não revela o volume de vendas, mas de acordo com o diretor de marketing, Mauro Florio, o faturamento continua dentro do projetado pela empresa. Para Florio, a iniciativa da Caixa vai incentivar o consumo, fazendo com que o comércio de material para construção "gire mais rapidamente as mercadorias". "Não sentimos uma redução, mas certamente a iniciativa vai evitar que as vendas caiam junto com a confiança do consumidor", disse.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Construção civil sente os primeiros efeitos da crise mundial

O setor da construção civil, que hoje emprega cerca de 2,2 milhões de trabalhadores no país, começou a demonstrar desaquecimento no mês de outubro, diante da crise internacional. Dados dos sindicatos patronais e de empregados mostram aumento nas demissões e contenção nos lançamentos de projetos novos.

O Sindicato da Construção Civil de Grandes Estruturas no Estado de São Paulo reduziu sua expectativa de crescimento do setor, que era de 25% a 30% em 2008, para cerca de 15%. O sindicato patronal detectou ainda um decréscimo de cerca de 15% no número de interessados em comprar imóveis novos nos plantões de lançamentos. Para 2009, a estimativa é de pequeno crescimento do setor.

“O que impactou é que alguns bancos acabaram elevando a taxa de juros do crédito imobiliário. Isso evidentemente atrapalha. Entendo que isso pode ser um fator mais pernicioso do que os efeitos da crise em si”, disse, em entrevista a Agência Brasil, o vice-presidente do Sindicato da Construção Civil de Grandes Estruturas no Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Flávio Prando.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo já registra efeitos negativos da crise internacional e da diminuição de crédito no setor. Pesquisa monitorada pela Fundação Getulio Vargas indica que cerca de cem mil postos de trabalho da construção civil serão fechados até o final do ano. Em 2009, o setor deve deixar de contratar cerca de 175 mil empregados diante do quadro de crise.

“Para se ter idéia, a quantidade de homologações [de demissões] era de 40 por dia no sindicato. Hoje, está em 150. Isso começou no final de outubro para cá. Havia 15 mil vagas abertas em setembro e não havia gente para colocar. Tanto é que em setembro nós empregamos 4.700 pessoas por aqui. Já em outubro e novembro há apenas 460 pedidos de contratação e para setores muito especializados”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), Antonio de Sousa Ramalho. De acordo com ele, os cortes no setor, até o momento, atingiram os profissionais mais qualificadas, como engenheiros, projetistas e mestres de obra.

Para o consumidor final, o momento turbulento pode ser apropriado para a compra de um imóvel novo. “O preço deve cair, já está caindo. Acho que quem está interessado em comprar imóvel deve fazer uma reflexão, dar uma seguradinha. E ver se não tem nenhum ajuste nos financiamentos, principalmente nos juros”, diz Ramalho.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Simão, é muito difícil, na atual conjuntura, fazer um prognóstico sobre os preços. "Seguramente não haverá aumento, porque já vai haver uma queda da produção e é bem provável que haja uma estabilização de preços. Eu não acredito em queda de preços no momento. No futuro, dependendo da evolução dessa crise, vai depender muito da oferta e da procura”, pondera.

O vice-presidente do SindusCon-SP discorda que o preços dos imóveis possa diminuir. Para ele, até um acréscimo é esperado. “Acho que os preços se mantêm ou, a rigor, podem até subir um pouco mais adiante, porque houve um acréscimo de custos durante este ano, que ainda não tinha sido repassado suficientemente para os preços finais”, disse.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Empresários da construção civil questionam ministra sobre criação da CaixaPar

A criação da empresa Caixa Participações (CaixaPar), que permite que a Caixa Econômica Federal possa entrar como sócia de empresas da construção civil, não agradou aos empresários do setor. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), Paulo Safady Simão, disse hoje (29) que a medida não foi negociada com o setor e pegou os empresários de surpresa.

“É um equívoco do governo. A Caixa é uma financiadora do sistema, ela detém o monopólio de financiamento. Não nos parece correto que uma empresa que financia o setor seja sócia do setor. Não estou dizendo que foi feito com essa intenção, mas é uma porta aberta para possíveis distorções da concorrência do mercado”, afirmou.

Segundo Safady, o temor é que a medida atenda apenas poucas grandes empresas do setor e deixe os pequenos empresários de lado. “Estamos pleiteando medidas universais para o mercado como um todo. Queremos uma solução de mercado”, ressaltou.

O tema foi abordado durante uma mesa redonda com a participação da ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil da Presidência da República, durante o 3º Encontro Nacional da Indústria, realizado em Brasília. Dilma explicou que a Caixa só pode ser sócia de empresas que obtiverem o nível 2 no Índice de Governança Corporativa na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). “Geralmente, as grandes empresas estão neste nível, mas nada impede que pequenas ou médias empresas estejam”, disse.

Dilma garantiu, no entanto, que os pequenos empresários da construção civil não vão ficar desamparados no caso de dificuldades financeiras, e lembrou o anúncio feito hoje pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de uma linha especial de R$ 3 bilhões para o setor. “O governo acha que as pequenas e médias empresas da construção civil são de fato o coração do setor. Elas têm que ser preservadas e certamente serão”, assegurou a ministra.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Mantega anuncia linha de credito especial para construção civil

O governo vai anunciar amanhã uma linha de financiamento de capital de giro para o setor da construção civil. A informação foi dada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, aos participantes do 3º Encontro Nacional da Indústria, promovido em Brasília pela Confederação Nacional da Indústria.

"O capital de giro, de uma maneira geral, ficou muito caro e escasso e essa é uma forma para que ele possa ser recomposto", disse o ministro. Segundo Mantega, o setor precisa ter a garantia de continuidade de seus projetos. Ele disse que a idéia é melhorara as condições de financiamentos."Vou anunciar uma linha de crédito a custos bem mais reduzidos do que os praticados no mercado".

Em outro momento, o ministro afirmou que a crise terá longa duração e magnitude inédita. "Vamos ter um forte impacto na atividade econômica, na economia real. No mundo todo vai desacelerar e isso está ficando nítido agora".

Mantega se disse impressionado como o travamento do crédito pode se transmitir rapidamente para a economia real. Ele lembrou que está prevista uma recessão e até uma retração econômica, que, espera-se, não vai se transformar em depressão. "Esse é um desafio que têm os países avançados. O pacote de medidas adotadas nos Estados Unidos e na Europa apenas mitigou o problema. O problema da liquidez do crédito não está resolvido e, portanto, vai afetar seriamente a economia real".

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

No Brasil a construção civil lidera expansão do setor industrial

A construção civil cresceu 9,9% no segundo trimestre deste ano, em relação a igual período em 2007.

A construção civil cresceu 9,9% no segundo trimestre deste ano, em relação a igual período em 2007, e comandou a expansão do setor industrial, segundo dados do PIB (Produto Interno Bruto), divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No semestre, o desempenho da construção civil subiu 9,5%.

Para a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, essa performance foi influenciada pelo aumento das obras públicas, entre as quais as incluídas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Outros fatores mencionados por ela foram o crescimento do crédito direcionado ao setor de habitação 26,7% no segundo trimestre, em termos nominais - e o aumento de 5% da população ocupada na construção.

A indústria extrativa mineral teve alta de 5,3% no segundo trimestre, no embalo do crescimento de 7,3% da extração de minério de ferro, e de 5,1% de petróleo e gás. O setor petrolífero é responsável por mais de 70% do total da indústria extrativa mineral.

Palis destacou ainda o desempenho dos setores automobilístico e de máquinas e equipamentos, que contribuíram decisivamente para que a indústria de transformação alcançasse um desempenho 4,8% superior ao que fora constatado no segundo trimestre de 2007.

O setor industrial cresceu 5,7%, na comparação com o período de abril a junho do ano passado. No semestre, essa expansão chegou a 6,3%. Em relação ao primeiro trimestre de 2008, a indústria teve alta de 0,9%, e nos últimos 12 meses, acumula elevação de 5,5%.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Setor continua aquecido no Sul do País

O ritmo da construção civil em cidades do interior de Santa Catarina vai continuar acelerado pelo menos até o final deste ano, apesar da crise financeira do mercado internacional. Os reflexos da turbulência econômica só serão sentidos a partir de 2009, diz Mauro Lunardi, presidente do Sindicato da Indústria da Construção de Artefatos de Concreto Armado do Oeste Catarinense. Segundo ele, nenhuma empresa do setor sinalizou com paralisação dos projetos. Em 2008, com base nos alvarás de licença expedidos pela prefeitura de Chapecó, o crescimento do setor será de 38%, mais do que o triplo do projetado pelo segmento da construção no Brasil, de 12%. Para 2009, prevê queda no número alvarás, em função do grande número de lançamentos registrados até agora.

Em Joinville, no norte catarinense, os empresários estão apreensivos com a crise e temem a alta de juros dos financiamentos imobiliários. Os prédios já planejados seguem seus cronogramas, diz Luís Carlos Presente, vice-presidente da área de Incorporação do Sindicato da Indústria da Construção de Joinville. Ele diz que a expectativa até o final deste ano é de aquecimento e não acredita em mudanças nas linhas de crédito ofertadas pela Caixa Econômica Federal.Presente, dono da Incorposul Empreendimentos e Participações, diz que, por outro lado, os bancos privados já sinalizaram com altas de juros. A Incorposul está construindo três edifícios na região central de Joinville, com apartamentos de 2 mil m a 11 mil m. Neste ano vai faturar R$ 7 milhões, 20% a mais do que em 2007 e já planeja o lançamento de outro edifício. Ele afirma que a sua empresa oferece financiamento próprio e que não estuda alta de juros.

O empresário afirma que muitas construtoras de fora, principalmente de São Paulo e do Paraná, se instalaram em Joinville e o setor passou a enfrentar uma grande escassez de mão-de-obra. O município vive um "boom" de novas empresas e a expansão de investimentos liderado pela General Motors, que instala uma fábrica de motores.

Em Balneário Camboriú, Carlos Julio Haacke, presidente do Sinduscon, diz que uma pequena retração na velocidade das obras, que vêm crescendo a uma média de 20% ao ano nos últimos quatro anos, poderá ser benéfica ao sério problema de fornecimento de materiais. Proprietário da Haacke Construtora, ele afirma que há uma grande dificuldade em obter aço e cimento.

Chapecó, cidade pólo de grandes agroindústrias brasileiras, como a Sadia e a Coopercentral Aurora, registra uma média de 26 novos registros por semana de empreendimentos ativos, conforme dados da Prefeitura Municipal. Até julho deste ano foram liberados para uso 435 imóveis, sendo 389 residenciais, 30 comerciais e 16 para outros fins, ultrapassando 85 mil metros quadrados de área construída.

Outros dados que comprovam a expansão do setor da construção civil em Chapecó referem-se ao número de alvarás de licença concedido pela Prefeitura Municipal até julho deste ano. No total foram 787, sendo 578 para construções residenciais, 118 para comerciais e 91 registrados como outros. O total em área construída chega a 262,2 mil metros quadrados.

Esses dados contribuíram, também, para a geração de empregos na construção civil em Chapecó, que cresceu 12,63%. Esse índice é obtido a partir da evolução na geração de novos postos de trabalho nos cinco principais setores da atividade produtiva, e em Chapecó a construção civil foi a que mais contribuiu, com aumento de 27,04%.

Balneário Camboriú, um dos principais destinos turísticos do Sul do Brasil e do Mercosul, possui o maior volume de obras do Brasil, garante Carlos Julio Haacke, presidente do Sinduscon. Segundo ele, a cidade tem apenas 10 quilômetros quadrados e entrega 60 edifícios por ano, uma média de 1.300 apartamentos a cada 12 meses. Isto porque, a cidade, de 120 mil moradores fixos, recebe quase um milhão de turistas na alta temporada.

Mas não é só a praia e as belezas naturais que atraem turistas e investidores. Por toda a orla se estende uma excelente infra-estrutura hoteleira, bares e restaurantes com música ao vivo, que oferecem culinária variada. As compras são um dos atrativos da cidade, que recebe visitantes de alto poder aquisitivo o ano inteiro e o município possui ainda bons hospitais, clínicas médicas, supermercados e segurança. Os turistas nacionais vêm do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul e os estrangeiros da Argentina, Paraguai e Chile.

Haacke afirma que há vários projetos que ainda não saíram do papel desde 2005 e muitos com obras iniciadas. "Hoje, em construção, estão 170 edifícios com entregas programadas entre 2008 e 2011, o que representa 1,3 milhão de metros quadrados", diz. Os atrativos têm seu preço, que sobe de 20% a 30% ao ano. "Além da valorização natural, há uma escassez de terrenos e uma procura muito grande", afirma o empresário. Um apartamento de frente para o mar de altíssimo padrão custa R$ 5 milhões e um imóvel popular de dois quartos, distante da praia não sai por menos de R$ 300 mil.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Crise afeta vendas de materiais de construção


O comércio de materiais de construção já está sentindo os reflexos da crise financeira internacional. Segundo o presidente da Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Curitiba (Acomac Curitiba), Rogério Martini, as vendas caíram cerca de 30% nos últimos dez a quinze dias. O motivo é o aumento da exigência na hora de conceder crédito, principalmente para as classes C, D e E.

“Antes, sobrava crédito. Os bancos e as financeiras procuravam as lojas e as entidades de classe oferecendo dinheiro, dia e noite, para repassar às classes mais baixas. Com a ‘convulsão’ mundial de crédito, eles desapareceram”, apontou Martini.

Desde que a crise financeira atingiu o estopim, há pouco mais de duas semanas, tanto os bancos como as financeiras se tornaram mais exigentes e rigorosos na hora de conceder o crédito.Os mais afetados, lembrou Martini, foram as pessoas de classe mais baixa, que não trabalham com carteira assinada e têm mais dificuldade de comprovar renda.

“Era comum ver as famílias se cotizarem e efetuarem compra de R$ 2,5 mil, R$ 3 mil, com pagamento em 12, 24 ou 36 vezes. Isso já não é mais possível”, comentou. Segundo Martini, as classes C, D e E representam entre 15% e 20% das vendas do setor. Para elas, o valor médio de compras é de R$ 800 a R$ 1 mil, divididos em 12 parcelas de, aproximadamente, R$ 150,00.

“Não há mágica para atrair esse povo. A maioria das empresas do setor (95%) são de pequeno e médio porte e não são capitalizadas o bastante para ter linha própria de crédito”, explicou Martini.

A crise financeira também mexeu com as projeções de crescimento do setor da construção - para este ano, a estimativa era crescer 10%; o índice foi revisto para 8%. “A cadeia produtiva da construção civil estava num ritmo muito bom”, lembrou.

Preços

A boa notícia é que a redução do ritmo do setor pode levar à redução dos preços de alguns insumos como tijolos e areia, que ficaram cerca de 30% mais caros este ano.

“A procura era bem maior que a oferta”, apontou. No caso do tijolo, era comum ver construtoras aguardando até 20 dias para receber o produto das olarias. No comércio varejista, o tempo de espera era menor, cerca de uma semana.

Por outro lado, se o dólar se estabilizar no patamar de R$ 2,10 (valor fechado ontem) ou subir ainda mais, insumos que utilizam material importado devem pesar no orçamento na hora de construir ou reformar - é o caso de materiais de PVC, como tubos e conexões, além de tintas, que têm como componente o titânio.

“Algumas indústrias acenaram que haveria aumento, mas até agora não houve. Todos estão esperando o que vai acontecer.” No Paraná, há cerca de 5 mil lojas de materiais de construção, que empregam aproximadamente 60 mil pessoas.

Feira

Acontece de hoje até sábado a Expocon 2008 - 11.ª Feira de Fornecedores da Construção Civil, no Expotrade, em Pinhais. A feira apresenta as principais novidades em produtos e serviços de 150 indústrias brasileiras.

O evento é voltado para profissionais da construção civil, mas é aberto também para o público interessado em construção ou reforma. Informações: (41) 3075-1100 ou www.diretriz.com.br.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Crise também atinge a construção civil


O setor da construção civil que apresenta um dos melhores desempenhos de toda a sua história no Paraná, também será afetado pela crise financeira mundial. Mas os efeitos da crise somente serão sentidos a partir do próximo ano. Em 2008, a construção civil no Paraná deve crescer 25%, muito acima do crescimento de 10% da média nacional.

Eu conversei com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná, Hamilton Franck, e ele me disse que as obras em andamento não serão afetadas, pois os financiamentos já foram contratados. Entretanto, os novos lançamentos já começam a ser avaliados pelas empresas, principalmente por aquelas têm maior volume de recursos alavancados via bolsa de valores.

E diante de todas as incertezas vem a indagação: É hora para investir em imóveis? Na opinião do presidente do Sinduscon, o imóvel é com certeza um dos investimentos mais seguros, mas não é um ativo de especulação. Ninguém deve comprar um imóvel para vender em seguida e apurar lucro. Aliás, a valorização dos imóveis deve continuar, porém num ritmo menor. Nos dois últimos anos, os imóveis em Curitiba valorizaram 25%, sendo que a alta foi ainda maior para imóveis de um e dois quartos. Este porcentual, que ficou muito acima da média nacional, é atribuído a uma recomposição de preços.

Quem está pensando em comprar um imóvel financiado para morar, apenas os juros para imóveis com valores acima de R$ 350 mil sofreram alteração e subiram de 10,5% para 11,5% ao ano. Os demais permanecem com taxas entre 6% e 12% anuais.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Comércio de materiais de construção cresce no País

Dados da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) apontam que o comércio de materiais de construção no País cresceu 9,5% em volume de vendas entre os meses de janeiro e agosto, na comparação com o mesmo período de 2007.

Num momento em que o varejo comemora os bons resultados, a Expocon - 11.ª Feira de Fornecedores da Construção Civil mostra que está se consolidando como o segundo maior evento do setor no Brasil.

O número de expositores confirmados para a feira já é de 150 indústrias. A Expocon acontece entre os dias 15 a 18 de outubro, no Expotrade Convention Center, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Informações: (41) 3075-1100 ou www.feiraexpocon.com.br.
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Construção civil prevê desaceleração

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) crescerá em ritmo menor em 2009 em comparação aos índices dos últimos anos. A previsão é do novo presidente da entidade Sérgio Tiaki Watanabe diante da crise econômica americana que começa também a causar reflexos no Brasil. Recém-empossado, ele esteve ontem em Bauru onde visitou autoridades, além de coordenar o 1.º Encontro Empresarial – Etapa Bauru, onde apresentou as ações do órgão e a expectativa para os próximos três anos, tempo de duração de seu mandato.

Watanabe se mostrou receoso ao falar das expectativas do setor da construção civil para o ano que vem por causa da crise americana. “Crescemos (o setor da construção civil) 10% de 2007 para 2008. Para 2009, a projeção era de crescimento de 9%”, salienta. Mas diante do atual cenário, a previsão é de crescimento de 5%. “Não há como o País não sentir uma crise dessa magnitude e não temos como desvincular o sindicato da economia”, afirmou.

Watanabe projeta que a recessão americana dificultará a obtenção de financiamento, o que deve resultar no aumento da taxa de juros e a seletividade do crédito. Empresas do setor que recentemente abriram capital foram, em sua análise, as mais afetadas. “No primeiro momento, elas compraram terrenos e lançaram ações no mercado. Porém, este ano o mercado de capitais secou em função de dificuldades do sub-prime (títulos de segunda linha americana/imobiliários)”, analisa.

Mas, por enquanto, Watanabe pondera que a taxa de juros não sofreu alteração. “Primeiro vão avaliar os efeitos da crise mundial. Acho que o Brasil já tem juros muito altos. Não são juros de economia estabilizada”, opina.

A situação vivida pelo mercado americano não terá reflexo imediato e direto em Bauru e região na avaliação de Ralph Ribeiro Júnior, diretor regional do SindusCon em Bauru. “Ainda não sentimos, até porque está no começo. Os empreendimentos em andamento não serão afetados”, explica.

Ele ponderou que a construção civil não depende de insumos do Exterior, mas sim de poupança interna e crédito. “Não é uma indústria que possui matriz dependente de importação”, enfatiza , frisando que o setor sofre com a falta de insumos, principalmente cimento, por conta do aquecimento na construção civil.
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Crise não afeta vendas de materiais de construção no varejo, diz diretor da Anamaco

O diretor da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Hiroshi Shimuta, disse hoje (30) à Agência Brasil que, como o produto é considerado de primeira necessidade no país, “enquanto nós tivermos um déficit habitacional de 8,5 milhões de moradias, sempre alguém está comprando, reformando”. A população jovem brasileira também contribui para a atividade, afirmou Shimuta, “porque quem casa, quer casa”. Acrescentou que atualmente existe um ‘boom’ (explosão) imobiliário muito grande no Brasil, que não foi afetado pela crise externa.

Ele disse que o alongamento dos prazos de financiamento para o consumidor foi uma medida positiva. “Você agora pode comprar uma casa em 240 meses”. Outro fator que favoreceu o setor de materiais de construção foi o aumento dos salários, expôs o diretor da Anamaco. Há uma procura muito grande do processo da moradia, garantiu. “Comer, vestir e morar são as três necessidades básicas do homem. E enquanto a casa for necessidade básica do homem, sempre você terá mercado para isso”. Segundo Shimuta, o setor é sempre o último a ser prejudicado por crises e o primeiro a sair da recessão.

O diretor da Anamaco afirmou não ter notado até o momento nenhum movimento de retração da demanda por materiais de construção em decorrência da crise econômica global. Admitiu, entretanto, que “o amanhã está um pouco comprometido. Mas, hoje, eu digo que não”. Explicou que quando uma pessoa começa a reformar a casa, a obra se estende em geral por seis, 12 e até 18 meses. “E quem estiver no meio da chuva, pode aumentar preço, pode acontecer o que tiver que acontecer, você vai até o fim. Com certeza, você não vai parar de construir.”

Assegurou ainda que as financeiras continuam oferecendo os mesmos prazos de pagamento, o mesmo ocorrendo em relação aos carnês de crédito. “Não houve mudança na regra do jogo. Por enquanto. Então hoje, eu até diria pelos próximos 30 a 60 dias, a coisa vai continuar desse jeito”. Como 97% dos materiais de construção são fabricados no Brasil, comentou, a crise financeira americana não deve afetar o setor brasileiro no curtíssimo prazo. “A médio e longo prazo pode ser que isso aconteça”.

A Anamaco projeta um crescimento das vendas de materiais de construção no varejo este ano de até 11%, contra 6,5% no ano passado. O faturamento já cresceu 9,5% no ano. O setor espera um maior dinamismo no último trimestre, relacionado às reformas para preparação da casa para as festas de final de ano. A mesma perspectiva otimista não vigora, contudo, em relação a 2009. A recomendação de Shimuta para os comerciantes do setor é “cautela para não ter surpresas”. As vendas de materiais de construção, estimou ele, não deverão crescer na mesma proporção no próximo ano.



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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Qualidade na construção civil é prioridade para Sinduscon

Com a presença de representantes do Ministério das Cidades e da Coordenadoria do PBQP-H, em Minas Gerais, o acordo firmado entre o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/Uberaba), Instituto de Engenharia e Arquitetura do Triângulo Mineiro (IEATM) e a Prefeitura de Uberaba será assinado hoje, às 16h, no gabinete do prefeito, no Centro Administrativo.
De acordo com presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/Uberaba), Nagib Galdino Facury, Uberaba é a primeira cidade do interior de Minas Gerais a assinar um acordo que a coloca em situação privilegiada no Estado. Ele manifesta-se bastante satisfeito com a assinatura do acordo e revela que, além de Uberaba ser a precursora da iniciativa no interior, aproximadamente 30% das empresas filiadas ao Sinduscon, que representam em torno de 25 empresas, já aderiram ao programa.
Com o acordo setorial, a prefeitura terá mecanismos de gestão e de fiscalização, uma vez que ela se adaptará, também, às normas do programa, principalmente no que se refere à execução dos projetos de obras a serem licitadas no futuro. Facury esclarece que todas as empresas vão cumprir etapas de qualificação nas obras a serem executadas e, portanto, a PMU terá uma ferramenta para fiscalizar. "O Sinduscon, o IEATM e a PMU querem que a qualidade e a produtividade dessas obras sejam melhoradas", destaca.

Mão-de-obra - Os trabalhadores, em uma determinada fase, de acordo com Facury, passam a fazer parte do projeto e, paralelamente, as empresas vão tomar consciência de que a satisfação do cliente é o ponto essencial do programa e vão ter noção da importância de se implantar o programa.

Prazos - Todas as empresas que têm intenção de trabalhar com a PMU, afirma Facury, terão de aderir ao programa. A data em que essa adesão começará a ser exigida é 1º de janeiro de 2009. As empresas terão de encerrar o programa em 1º de julho de 2010. Mais informações podem ser obtidas no Sinduscon/Uberaba, no telefone 3312-2567.
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Construção civil continua otimista, mas modera ânimo, aponta pesquisa

O setor de construção continua otimista, mas em nível mais moderado em relação ao desempenho presente e futuro das construtoras e ao crescimento econômico do país. É o que aponta a 36ª Sondagem Nacional da Construção Civil, realizada trimestralmente pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e pela FGV Projetos junto a 280 empresários.

Já em relação a dificuldades financeiras, inflação e custos dos insumos, o setor mostrou maior preocupação do que na última sondagem, realizada em maio.

Na sondagem, cada quesito recebe uma pontuação que vai de 0 a 100. Notas a partir de 50 mostram otimismo.

O item "desempenho das empresas" da construção recebeu pontuação média de 59,9, ligeira queda de 0,9% em relação à sondagem de maio. As "perspectivas de desempenho" obtiveram 61,2 (queda de 3,2%), e o crescimento econômico 55,4 (declínio de 14,8%).

Os empresários continuam preocupados em relação às "perspectivas de evolução dos custos" (37,7, queda de 1,8%), "inflação reduzida" (32,7, declínio de 17,2%) e "dificuldades financeiras" (52,3, aumento de 4,4%, sendo que neste caso a nota acima de 50 indica cenário desfavorável).

O quesito "condução da política econômica" voltou a ficar abaixo de 50, em 47,5 (queda de 14,8%).
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Abramat diz que crise internacional não afetará construção em 2008

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn Fox, disse, nesta quinta-feira (18), que o acirramento da crise financeira internacional não vai afetar o desenvolvimento da construção civil em 2008. "Os projetos já estão aprovados e em andamento", afirmou.

A entidade mantém a expectativa de que as vendas internas de materiais de construção cresçam entre 18% e 20% este ano. "Boa parte do crescimento já ocorreu", afirmou. Para 2009, a projeção é de 10% a 12%. "Se a crise se intensificar e afetar diretamente a economia brasileira, vamos ter de rever a estimativa para o ano que vem", disse o presidente da Abramat.

Na avaliação de Fox, o orçamento para os projetos de empreendimentos imobiliários e para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não serão prejudicados em 2008 em decorrência da crise, que tem entre suas conseqüências o aumento dos custos de captação pelas empresas.
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