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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Custo da construção em SC sobe 0,36%

O Custo Unitário Básico (CUB), calculado de acordo com a Norma NBR 12.721/2006, apresentou alta de 0,36% e passa a valer R$ 945,81 para o mês de novembro em Santa Catarina, conforme pesquisa divulgada pelo Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon) da Grande Florianópolis. Nos últimos 12 meses o índice apresentou alta de 12,87%.

A crise financeira internacional não teve influência sobre o resultado do CUB, que retrata apenas a variação de mercado de alguns insumos que tiveram alta, como cimento, 8,57%, bloco cerâmico para alvenaria, 7,14%, tubo de ferro galvanizado com costura, 6,29% e a telha de fibrocimento ondulada, 5,32%.

A variação mensal do CUB se manteve também abaixo de outros indicadores de mercado, como o IGP-M, que teve aumento de 0,98% no período, e do Índice Nacional do Custo da Construção médio (INCC-M), com subiu 0,85%.

Valores para novembro:

CUB: R$ 945,81

Variação do mês: 0,36%

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Material de construção deve continuar caro, apesar da crise

Apesar do receio de desaquecimento econômico no Brasil, o preço dos materiais de construção deve continuar alto nos próximos meses, segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). "Muitas pessoas estão no meio da reforma da casa e elas não vão deixar de comprar porque o produto está caro", diz Hiroshi Shimuta, diretor da Anamaco.

A demanda mais forte, segundo ele, vem dos materiais de base, como cimento, aço, areia e tijolo. O índice da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) confirma a tendência. Em setembro, as vendas de materiais de base cresceram 38,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a comercialização de materiais de acabamento cresceu 7,46% na mesma comparação.

Resultado deste cenário é que a demanda aquecida esgotou os estoques de cimento da indústria, no início de outubro, de acordo com Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção, Maquinismos, Ferragens, Tintas, Louças e Vidros de São Paulo ((Sincomavi). "A dificuldade do mercado de material de construção começou a partir das grandes obras. Mas quando falo disso, falo de cimento", afirma Reinaldo Pedro Correa, presidente do Sincomavi.

A Abramat estima que o ritmo de crescimento atual siga até o segundo semestre de 2009. "Muitas obras estão no começo e ainda há muitos materiais de acabamento que necessariamente serão consumidos", diz Melvyn Fox, presidente da entidade.

Ele afirma, contudo, que não haverá falta de produtos de acabamento como ocorreu com o cimento. "As indústrias investiram muito em ampliação da capacidade produtiva e não há nesse momento falta de materiais de construção", afirma.

Preços

Para o consumidor, a demanda se reflete na alta dos preços. Os materiais de base foram os principais responsáveis na elevação nos preços em 2008, medidos pelo Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em outubro, o INCC apresentou inflação de 0,85% em relação a setembro, quando cresceu 0,94%.

Os preços de materiais elétricos e acabamentos em metais como aço e cobre também podem subir nos próximos meses, segundo Fox. "O dólar valorizado gera um custo maior em insumos que dependem de commodities", afirma. Segundo Shimuta, o risco de aumento será maior se a cotação do dólar permanecer alta por muito tempo e chegar aos combustíveis e afetar o preço dos transportes. "Metade dos nossos custos estão relacionados ao transporte, porque o nosso produto é muito pesado", diz. Segundo ele, alguns itens já estão sofrendo reajuste de 6% a 10%, por causa do dólar.

Medidas

Na semana passada, o governo anunciou a criação de uma nova linha de financiamento do capital de giro das empresas de construção civil. O objetivo da medida é conter o desaquecimento do setor, que é um grande empregador.

A linha será formada por meio da liberação de 5% dos depósitos da caderneta de poupança e poderá atingir R$ 11 bilhões. Hoje, os bancos têm de destinar 65% dos depósitos da poupança ao crédito imobiliário. A partir de agora, 5% entre os 65% poderão ser usados para financiar as construtoras. A decisão dependerá dos bancos. A Caixa Econômica Federal antecipou que oferecerá R$ 3 bilhões para cobrir custos de construção e compra de carteira de recebíveis das empresas.

A Abramat apóia as medidas anunciadas pelo governo para fortalecer o setor. Mas Fox diz que ainda seria necessário um auxílio para o cliente final. "Achamos importante dar prazo a esse consumidor com ampliação de prazo, mais recursos disponíveis e redução da taxa de juros", diz. Segundo Shimuta, a construção auto-gerida, em que o próprio cliente faz a reforma ou o "puxadinho", representa 60% das vendas do setor.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Crédito para compra de material de construção encarece 30%, diz Anamaco

De acordo com o presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), Cláudio Con, o consumidor que precisar de crédito para a compra de materiais de construção encontrará taxas 30% mais caras. Por outro lado, diz ele, os financiamentos das próprias lojas não sofreram quaisquer alterações.
"Em outubro, com o fortalecimento da crise, o consumidor já encontra crédito 30% mais caro em financeiras, ou mesmo nas compras com cartão de crédito. Já no financiamento das próprias lojas, não houve nenhuma mudança, pois, ao contrário do que acontece com carros, por exemplo, as vendas de materiais de construção não são feitas com prazos tão longos", diz.
Con informa ainda que os financiamentos respondem por 50% das vendas do setor, sendo 35% das próprias lojas e 15% de cartões ou financeiras.

Vendas
Ainda segundo o presidente da Associação, as vendas de materiais de construção devem manter o ritmo até o final do ano, atingindo 10% de elevação sobre 2007. Ele afirma que quem pretende construir ou reformar não gastará mais, por conta de aumentos de preços.
"As lojas vêm mantendo os preços porque os meses de outubro e novembro são os últimos bons para as vendas. Quando chega dezembro e janeiro, as vendas caem muito, então temos que aproveitar agora."
Para 2009, Con também não prevê altas no setor. "Não vai haver pressão de preços no material de construção, porque os preços das commodities no mercado internacional estão caindo e isso ainda vai se refletir por uns sete meses nos preços finais", conclui.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Custo da construção civil tem alta de 1,30% em setembro

O custo da construção civil registrou alta de 1,30% em setembro, de acordo com o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE e divulgado nesta terça-feira (7). A variação é similar à registrada em agosto (1,28%)

Ao longo dos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 10,95%. Ao longos dos noves primeiros meses de 2008, o aumento é de 9,11%. O resultado é quase o dobro daquele acumulado no mesmo período de 2007, que ficou em 4,32%.

O custo por metro quadrado, que em agosto estava em R$ 652,45, passou para R$ 660,91 em setembro. Desse total, R$ 383,43 são relativos aos gastos com materiais e R$ 277,48 com mão-de-obra.

Mantendo a tendência registrada desde junho, foi novamente a parcela dos materiais que mais pressionou o índice nacional, com alta de 2,03%, após subir 1,83% do mês anterior. Já a mão-de-obra apresentou variação de 0,30% em setembro, desacelerando em relação a agosto (0,53%).

O preço dos materiais subiu de forma acentuada em relação a igual período de 2007: 10,27%, acima dos 3,50% de 2007. A parcela do custo referente à mão-de-obra aumentou 7,56% até setembro, mostrando uma aceleração mais moderada em comparação aos 5,45% do ano passado.

Variação regional

Entre os estados, Minas Gerais apresentou a maior variação do índice em setembro (2,19%) - devido à reajustes salariais, segundo o IBGE. No ano, o estado do Acre teve o maior acumulado (13,23%) cabendo a Rondônia a variação mais acentuada nos últimos doze meses (14,88%).
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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Custo da construção civil registra alta em agosto

O custo da construção civil registrou alta de 1,28% em agosto, de acordo com o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE. O número representa uma tanta de 0,25 ponto percentual frente aos 1,03% apurados em julho e também aponta um aumento forte em relação aos 0,29% exibidos em agosto do ano passado.
Segundo a pesquisa do IBGE, o custo médio do metro quadradro no Brasil passou dos R$ 644,23 de julho para R$ 652,45 em agosto.

Desse total, R$ 375,81 se referem às despesas com materiais e R$ 276,64 são referentes a gastos com a mão-de-obra. A participação dos materiais teve alta de 1,83%. Pelo terceiro mês consecutivo, ela oscilou acima do preço da mão-de-obra, que teve aumento de 0,53%.

Peso dos materiais

Em 2008, os materiais acumulam aumento de 8,08%, bem acima dos dos 2,89% apurados em igual período de 2007. A mão-de-obra também apresenta aumento mais elevado do que no ano passado, embora menos pronunciado: 7,23% de janeiro a agosto de 2008, contra 5,24%de 2007.

Ao longo dos últimos 12 meses, o aumento acumulado dos materiais atingiu 10,55% e também ficou acima da variação dos 12 meses imediatamente anteriores (8,98%), assim como a mão-de-obra, cuja alta de 9,24% superou a relativa aos 12 meses anteriores (8,84%).

Distribuição regional

O estado de Tocantins foi o que registrou a maior alta no custo da cionstrução civil (4,99%) em agosto – segundo o INGE, por causo de “reajustes salariais devido a acordos coletivos de trabalho”. No acumulado do ano e dos últimos 12 meses, o maior aumento foi apurado no Acre: 11,55% e 14,07%, respectivamente.

Pressionada por Tocantins, a região Norte foi a que teve os maiores reajustes no mês (1,63%), embora o número seja inferior aos 2,10% exibidos em julho. Na seqüência vieram as regiões. Sul (1,49%), Centro-Oeste, (1,35%), Nordeste (1,21%) e Sudeste (1,15%). A variação mais elevada no acumulado do ano ficou na região Sul (9,01%), enquanto a principal elevação ao longo de 12 meses foi apurada no Norte, com 11,43%.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Custo de construção paulista sobe 1,36% em agosto

A construção civil paulista ficou mais cara em agosto, segundo levantamento da Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a FGV Projetos. No mês passado, o Custo Unitário Único (CUB) subiu 1,36% em relação a julho, o equivalente a R$ 804,78 por metro quadrado.

Para o resultado, contribuíram os preços dos materiais de construção, que aumentaram 1,84%. Já o custo da mão-de-obra cresceu 1,03%. Enquanto as despesas administrativas, representado pelo salário dos engenheiros, caiu 0,6%.

No ano, o CUB acumula alta de 8,13%. No acumulado de 12 meses, houve acréscimo de 10,64%, reflexo da alta dos preços de materiais para construção (11,71%).

Segundo o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, a elevação é influenciada pelo aquecimento da demanda da construção. "Contudo, uma vez que as construtoras têm se planejado e os fabricantes de materiais estão aumentando sua capacidade de produção, acreditamos que em breve a oferta atenderá o novo patamar da demanda. Com isso, a pressão inflacionária nos preços dos materiais deverá arrefecer e o CUB vai desacelerar", disse.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Custo do RN é o mais baixo do país

O Sinapi, além de apontar o custo médio do metro quadrado do RN como o mais barato do país, mostrou que na região Nordeste esse índice alcançou R$ 598,66, o menor entre as cinco áreas. A região Sudeste teve o maior custo do Brasil, de R$ 684,45, sendo o Rio de Janeiro o estado mais caro: R$ 721,00. O custo médio nacional passou de R$ 637,69 em junho para R$ 644,23 no mês passado. A pesquisa leva em consideração as despesas com material de construção e o custo da mão-de-obra.

O estudo do IBGE ainda é mais abrangente: ele apresenta as variações mensais, no ano e nos últimos doze meses para a indústria da construção. De acordo com os números, o Rio Grande do Norte teve 0,65% de variação em julho, ficando em sexto lugar no Nordeste, enquanto o índice brasileiro figurou em 1,03%. No acumulado do ano, nos sete primeiros meses, o segmento potiguar variou 2,48%, o menor número do Nordeste e do país. No Brasil, esse percentual ficou em 6,36%. Já nos últimos doze meses, o índice da construção civil variou 6,23% em solo potiguar, o que deixou o estado novamente em último do Nordeste.

Para a analista do IBGE no estado, Viviane da Silva Cruz, as variações do Rio Grande do Norte no Sinapi mostram que, além de as despesas com materiais estarem mais baratas, os acordos coletivos com os trabalhadores, responsáveis pela variação no custo da mão-de-obra, só serão realizados no segundo semestre, o que acaba por diminuir o índice do estado na pesquisa. Segundo Viviane, o estudo é feito em campo, mensalmente, e os técnicos fazem a pesquisa através de um catálogo de insumos utilizados na construção e um cadastro de empresas.

A pesquisa dos insumos inclui desde areia e argamassa, até piso e vários outros materiais usados no processo de construção, seja de uma casa, prédio comercial ou esgotamento sanitário. Depois de coletados, os dados são encaminhados ao Rio de Janeiro, onde são consolidados. Mas a analista destaca que itens importantes não entram no estudo do Sinapi, como os índices de oferta, demanda, custo do terreno e a localização do imóvel.

A elaboração de projetos e serviços topográficos, mobilização e desmobilização de canteiro, ligações definitivas de água, energia elétrica e esgoto sanitário, além de instalações provisórias de canteiro de obras, impostos, encargos com administração e equipamentos como elevadores e extintores de incêndio também não estão inclusos na pesquisa. Perguntada se o estudo não seria um tanto superficial, ela responde que o Sinapi foi criado para servir de parâmetro para projetos levados ao governo federal.

Viviane ainda explica que o custo médio do metro quadrado, conferido pela pesquisa ao RN como o mais barato do país, é uma média entre todos os projetos de construção desenvolvidos no estado. Na opinião dela, seria preciso analisar cada projeto para então apontar o custo real. ‘‘Nós temos mais de 15 mil especificações de projetos e cada um tem um custo diferenciado. Esse que o IBGE costuma divulgar é uma média’’, aponta.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Custo desacelera para 0,6% em julho

O Custo Unitário Único (CUB) da construção civil paulista recuou para 0,6% em julho, o equivalente ao custo de R$ 793,98 por metro quadrado. Este é o segundo mês consecutivo que o indicador mostra desaceleração, informou hoje o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). Em junho, a inflação do setor havia sido de 2,14%.

O resultado foi puxado por custos administrativos (salário dos engenheiros) que subiram 1,5%, despesas com mão-de-obra, que voltaram a se equilibrar depois dos reajustes salariais concedidos em maio e aumentaram 0,32%, e os gastos com os insumos, que também recuaram para 0,86% em julho.

No primeiro semestre de 2008, o indicador acumula alta de 6,68%. Nos últimos 12 meses encerrados em julho, o aumento é de 9,70%.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Restrição à circulação de caminhões grandes em São Paulo não assustou

A restrição à circulação de caminhões grandes em São Paulo não assustou as grandes redes varejistas de materiais de construção e de móveis.

Para não repassar o provável aumento de custos que a medida poderia trazer para o comércio, as empresas reformularam a frota por caminhões leves e passaram a oferecer descontos de até 60% no frete para os consumidores que optam receber a mercadoria à noite.

Em abril desde ano, dois meses antes do dia 30 de junho, quando os caminhões tiveram que obedecer à proibição de circular das 5h às 21h na área de restrição (o chamado ‘centro expandido'), a C&C (Casa & Construção) renovou a frota de caminhões para os veículos de pequeno porte, os VUCs (Veículos Urbanos de Carga).

"A estratégia de antecipação fez com que os produtos não sofressem alteração nos preços e, por isso, mantivemos as vendas aquecidas', aponta diretor de TI (Tecnologia da Informação) e logística da C&C, Ailton Brandão.

Durante o mês de julho, a lei para estes transportes leves na Capital paulista é transitar de acordo com o final da placa: os ímpares circulam em dias ímpares e os pares, em dias pares.

Segundo o diretor de logística da Dicico, Gerson de Paula, a tática adotada pela empresa é um desconto, entre 40% a 60%, para os consumidores que optarem por receber a mercadoria no período da noite.

"Temos hoje em TI, investimentos de cerca de R$ 5 milhões. Com isso, temos condições, ainda, de garantir que a compra chegará em 24 horas na casa do cliente. E mantivemos o compromisso de, se isso não acontecer, devolver o dinheiro do frete", diz Gerson.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Morar está até 20% mais caro


A comida não é o único item de primeira necessidade que ficou mais caro nos últimos tempos. O preço da moradia em Curitiba, que por vários anos esteve entre os mais baixos das grandes capitais brasileiras, subiu até 20% nos últimos 12 meses. A combinação entre demanda aquecida, aumento de custos e recomposição das margens de lucro das construtoras elevou o valor de venda dos imóveis residenciais novos em cerca de 15% nos últimos 12 meses. Para casas e apartamentos usados, a situação é semelhante: o valor de venda subiu 20% desde meados do ano passado, enquanto a locação teve reajuste de 16%.

Os números – divulgados por construtoras, imobiliárias e pelo Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar) – refletem um movimento que, na opinião de empresários e especialistas do setor, não deve parar tão cedo. “Os valores tendem a subir em torno de 15% ao ano, e o forte aquecimento deve durar de três a cinco anos”, prevê Luiz Rodrigo Castro Santos, diretor comercial do Grupo LN, que controla construtoras e imobiliárias. Luiz Augusto Brenner Rose, diretor comercial da imobiliária Lopes Dirani, lembra que o índice de financiamento imobiliário ainda é baixo no Brasil. “Há um grande espaço para um crescimento duradouro. Com a procura crescendo mais rapidamente que a oferta, a valorização tende a continuar.”

“As construtoras estavam dimensionadas para outro tipo de financiamento, mais curto, com prestação mais alta. E não tinham o produto que o consumidor passou a demandar, já que, entre o lançamento e a entrega de um prédio residencial, o tempo de espera é de pelo menos dois anos.” José Américo Baggio, diretor da construtora J. A. Baggio

Cresce procura por casas sob encomenda

A dificuldade de se encontrar casas prontas em condomínios horizontais, e o preço elevado dos imóveis novos, está estimulando muitas pessoas a comprar o terreno e bancar a construção.

A avaliação é de Carla Boabaid, gerente comercial da Construtora Best, especializada em construção sob encomenda.

“A procura por orçamentos cresceu de 30% a 40% desde o ano passado”, diz Carla. “Hoje, é muito difícil encontrar uma casa pronta de alto padrão, entre 350 e 600 metros quadrados, por menos de R$ 2,2 mil o metro.

Quem quer construir, por sua vez, pode gastar cerca de R$ 300 por metro de terreno, mais R$ 1,3 mil por metro com a construção em si. Com outra vantagem: a casa ficará do jeito que a pessoa quer.” (FJ)

Para o economista Fábio Tadeu Araújo, da Brain Consultoria, nem o avanço dos juros e da inflação deve reverter essa tendência. “Está havendo um aumento constante dos níveis de emprego e de renda. E, se comparada a outras capitais, Curitiba entrou um pouco mais tarde nesse ciclo de crescimento do mercado imobiliário. Por isso, aqui ele deve ir mais longe.”

Embora muitas construtoras afirmem que oferta e demanda estão equilibradas, ainda há nichos desabastecidos. “É o caso do segmento econômico”, diz Seme Haad Filho, diretor da Construtora Monarca, que neste fim de semana está lançando o condomínio Fit Palladium, na Vila Guaíra, próximo ao shopping recém-inaugurado. A Monarca fechou uma parceria com a Fit Residencial, subsidiária da paulista Gafisa, para explorar esse segmento (cujos preços vão de R$ 55 mil a R$ 200 mil).

José Américo Baggio, diretor da construtora J. A. Baggio, confirma que houve um descompasso natural entre oferta e demanda. “As construtoras estavam dimensionadas para outro tipo de financiamento, mais curto, com prestação mais alta. E não tinham o produto que o consumidor passou a demandar, já que, entre o lançamento e a entrega de um prédio residencial, o tempo de espera é de pelo menos dois anos.”

Considerando-se esse prazo, a oferta de imóveis prontos tende a crescer mais rapidamente a partir de 2009. Isso porque foi no segundo semestre do ano passado que a demanda “explodiu” – e, logo depois, um pelotão de construtoras do eixo Rio-São Paulo invadiu o mercado curitibano. Com dinheiro de sobra, graças a lançamentos de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), elas firmaram joint-ventures com empresas paranaenses e lançaram uma série de empreendimentos na cidade.

“Hoje, há uma avalanche de alvarás emitidos, com empreendimentos das mais variadas características. Dificilmente faltará oferta”, diz José Vicente Lopes, da Dória Lopes Fiuza Arquitetos Associados. De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-PR), a área liberada para construção residencial em Curitiba no ano passado foi de 1,7 milhão de metros quadrados – a maior da década, com alta de 49% sobre 2006. O número de apartamentos lançados ficou próximo de 4 mil, mais que o dobro do ano anterior.

Custos em alta

Independentemente da relação entre oferta e demanda, a alta dos custos da construção civil já seria suficiente para elevar consideravelmente os preços das residências. No mês passado, o custo unitário básico (CUB) do metro quadrado em Curitiba saltou para R$ 769,96, com alta de 6% sobre maio e de quase 14% em relação a junho de 2007.

Boa parte da variação foi causada pelo reajuste de quase 10% concedido aos trabalhadores – a mão-de-obra responde por metade dos custos do setor. As empresas também enfrentam, há tempos, a disparada dos preços de materiais de construção. O Índice Nacional da Construção Civil, calculado pela Fundação Getulio Vargas, aponta alta de 6,4% desde o início do ano e de 9,1% nos últimos 12 meses.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Sinduscon-SP: custo da construção sobe 2,14% em junho

Agência Estado O custo unitário básico (CUB) da construção civil teve alta de 2,14% em junho em relação a maio, para R$ 789,21 por metro quadrado. A variação de junho foi inferior à de maio, quando o índice havia subido 2,72%, mas ficou acima da expectativa do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), João Claudio Robusti. Ao comentar a variação do mês passado, Robusti disse à reportagem que o CUB deveria subir entre 0,5% e 1% em junho.

No primeiro semestre do ano, o custo da construção acumula alta de 6,03% e, nos 12 meses encerrados em junho, 9,66%. O CUB reflete a variação dos custos do setor para utilização nos reajustes dos contratos da construção civil paulista.

Em maio, o CUB refletiu, principalmente, os efeitos dos reajustes decorrentes da concentração dos acordos salariais no mês. Em junho, os reajustes salariais em municípios do interior do Estado também contribuíram para a alta de 2,86% dos custos com mão-de-obra. Para a variação do CUB em junho, pesou ainda o aumento no preço dos insumos, de 1,46%. As principais altas acima do IGP-M de junho foram as do bloco de concreto (8,09%), bancada de pia de mármore (6,13%) e areia (5,6%).

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Construção puxa IGP-M de 1,98%

A inflação deu um novo salto neste mês, impulsionada agora pela disparada dos preços da mão-de-obra e dos materiais usados na construção civil, além da persistência da forte pressão de alta das cotações dos alimentos tanto no atacado quanto no varejo.

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), atingiu em junho 1,98%, ante elevação de 1,61% em maio e de 0,26% em junho de 2007. Foi a maior marca mensal do indicador em cinco anos, desde fevereiro de 2003, quando havia subido 2,28%, segundo o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros.

Em 12 meses até junho, o IGP-M acumula alta de 13,44%, o maior aumento desde outubro de 2003, que havia sido de 17,34%. A disparada do IGP-M, tanto no mês como no acumulado em 12 meses, é significativa porque esse é o índice mais usado para reajustar vários contratos do setor privado, entre os quais estão os aluguéis e TV por assinatura, por exemplo. É também parâmetro para aumentos de tarifas públicas, entre as quais estão pedágio e energia elétrica. Neste último caso, o IGP-M entra como uma das variáveis.

“O IGP-M acumulado em 12 meses vai continuar subindo no segundo semestre deste ano por questões aritméticas”, afirma Quadros, que arrisca prever uma faixa de variação entre 13% e 15%. Ele observa que o índice mensal mudou de nível. Isso significa que os próximos resultados mensais que vão compor a taxa acumulada em 12 meses daqui para frente serão maiores do que os registrados nos mesmos meses do ano passado. “Em 2007, não se via um IGP-M mensal acima de 0,5%: a média oscilava entre 0,35% e 0,40%. Hoje, a média está acima de 1%.”

Quadros diz que o cenário para os índices mensais não está claro. Ele pondera que o IGP-M é muito sensível aos preços dos produtos primários, por causa da forte presença do Índice de Preços por Atacado (IPA), que pesa 60% no índice. “A tendência é de que as taxas mensais sejam menores por uma questão de resposta da oferta à demanda. Por isso, os preços das commodities devem subir menos, mas isso não significa que vão ficar estáveis.”

Os três componentes do IGP-M, o IPA, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) subiram de maio para junho. Além das pressões habituais do IPA, que atingiu 2,27%, a maior variação desde dezembro de 2007 (2,36%), o grande destaque foi o INCC. O indicador aumentou 2,67% em junho ante 1,10% em maio e atingiu a maior variação desde maio de 2003 (2,98%).

Com participação de apenas um sexto na formação do IGP, o INCC teve contribuição equivalente ao IPA para a aceleração do índice. Quadros diz que combinação de alta dos preços da mão-de-obra (3,75%) com os materiais e serviços (1,73%) fez o indicador mais que dobrar no mês.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

FGV: alta de 2,84% na construção puxa avanço do IGP-M

A alta de preços na construção civil, medida pelo Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), de 0,82% para 2,84%, foi a principal responsável pela taxa maior da segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de junho, que subiu para 1,83%, ante 1,54% em igual prévia do IGP-M em maio. De acordo com o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, o INCC foi responsável por praticamente dois terços da aceleração da segunda prévia do IGP-M.

Ele observou que, em termos de peso, o setor da construção civil é o de menor participação no resultado total do IGP-M, com apenas 10% do total do índice. Mas o avanço de preços no setor foi tão intenso que acabou por contribuir mais do que o atacado e o varejo na formação do índice - que representam 60% e 30% do total do IGP-M, respectivamente. "A taxa de elevação de preços do atacado ficou praticamente parada (de 2,02% para 2,05%). Foi o avanço de preços da construção civil que contribuiu mais", disse, reiterando que esse patamar de elevação de preços do INCC, de 2,84%, foi o maior desde junho de 1995, quando houve aumento de 8,23%.

Demanda aquecida

O economista observou que o cenário de inflação pressionada na construção civil não é novidade. O atual aquecimento da demanda no mercado interno tem puxado para cima os preços do setor há algum tempo. Na prática, os preços da construção têm sentido mais o impacto de repasses de elevações de preços no atacado do que a inflação do varejo. Isso porque, além da forte demanda no mercado interno, esse setor também já experimentava uma espécie de "boom" desde 2007, quando o número de empreendimentos aumentou, de forma expressiva. Com a demanda interna aquecida esse ano, os aumentos de preços gerados por oferta mais pressionada ficaram ainda mais fortes ao longo de 2008, na construção civil.

Esse cenário afeta tanto os preços de materiais quanto de mão-de-obra, na construção. A demanda maior do que a oferta na construção também foi sentida em segmentos específicos dentro do atacado. De acordo com Quadros, os preços de bens intermediários no setor atacadista passaram por aceleração de preços (de 1,85% para 2,48%) influenciados, principalmente, por inflação mais forte nos preços de materiais para construção (de 0,79% para 3,88%).

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Custos de construção de casas novas aumenta 5,5% em Março

O custo para construir uma habitação nova, em Março deste ano, foi 5,5% superior ao registado no mesmo mês do ano passado, revele um relatório hoje divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística.
O crescimento de Março foi 0,1 pontos percentuais (pp) superior ao aumento homólogo verificado em Fevereiro.
O crescimento da componente materiais manteve-se elevado, ao mesmo nível do mês anterior (6,8%), sendo a ligeira aceleração no índice total explicada pela aceleração de 0,2 p.p. registada na componente mão-de-obra, explica o INE, referindo que a taxa de variação homóloga desta componente foi de 4,4%.
Por tipo de construção, as taxas de variação homóloga dos índices relativos a Apartamentos e a Moradias estabilizaram, face ao observado no mês anterior, em 5,4% e 5,6%, respectivamente.
Quanto aos preços de manutenção e reparação regular de habitação, o aumento homólogo verificado em Março foi de 3,2%, 0,2 pontos percentuais acima do verificado em Fevereiro.
"Este comportamento resultou da aceleração de 0,2 p.p. da componente Serviços e da estabilização da componente Produtos.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Custo nacional da construção civil varia 0,37% em abril, diz IBGE

O Sinapi (Índice Nacional da Construção Civil), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em convênio com a Caixa Econômica Federal, variou 0,37% em abril, recuando 0,47 ponto percentual em relação ao índice de março (0,84%).
Segundo o IBGE, a taxa ficou ligeiramente abaixo do registrado em abril do ano passado (0,41%). No ano, o acumulado é de 2,09%; e, nos últimos 12 meses, 6,48%.
O custo nacional por metro quadrado passou de R$ 616,10 em março para R$ 618,36 em abril, sendo R$ 356,63 relativos aos materiais e R$ 261,73 à mão-de-obra.
A parcela referente aos materiais variou 0,60%, taxa igual à de março. Já o componente mão-de-obra apresentou um forte recuo (1,10 ponto percentual), passando de 1,16% em março para 0,06% em abril, o que é explicado pela ausência de reajustes salariais nos Estados.
No ano, os materiais subiram 2,56%, acima da taxa relativa ao mesmo período de 2007 (1,55%); ao contrário da mão-de-obra, que, com alta de 1,45%, ficou abaixo da taxa acumulada no ano passado (1,93%). Nos últimos 12 meses, os resultados foram 6,30% para os materiais e 6,72% para a mão-de-obra.

Em 4 meses custo da construção subiu 1,4%


A inflação da construção civil acumulada nos quatro primeiros meses deste ano em Mato Grosso do Sul está abaixo da média nacional, de 2,09%, mas a tendência é que neste mês haja um impacto forte porque estão sendo negociados os reajustes salariais de trabalhadores do setor. O cálculo é feito pelo IBGE em parceria com a Caixa Econômica Federal.
De janeiro a abril deste ano o custo da construção civil variou em 1,4% em Mato Grosso do Sul e ficou em R$ 590,77, por metro quadrado. O presidente da Federação dos Trabalhadores na Construção Civil, João Gomes de Araújo, afirma que nesta quinta-feira ocorre a primeira rodada de negociação com o setor patronal.
Ele diz que a intenção é elevar o piso em 30% para adequá-lo à realidade do mercado. “O valor médio que pagam para pedreiro e carpinteiro é de R$ 800,00. O salário convencionado já foi deixado para trás”, diz. Isso porque houve um “boom” na construção e com a falta de mão-de-obra os salários melhoraram.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Aumento de salários em São Paulo vai gerar acréscimo de 5% no custo das obras

Os trabalhadores da construção civil de São Paulo receberão aumento de 8,51%. O reajuste, com data-base em 1° de maio, foi assinado no dia 18 de abril por João Claudio Robusti, presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), e Antonio Ramalho, presidente do Sintracon (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo).A Convenção Coletiva de Trabalho prevê o aumento para São Paulo, Itapecerica da Serra, Taboão da Serra, Embu, Embu Guaçu, Francisco Morato, Mairiporã, Caieiras, Juquitiba e São Lourenço da Serra. Os trabalhadores qualificados pedreiro, armador, carpinteiro, pintor e gesseiro terão pela primeira vez um piso estabelecido, que será de R$ 851,40 por mês ou R$ 3,87 por hora. Já os não-qualificados (servente, contínuo, vigia, auxiliares) terão o piso de R$ 712,80 por mês, contra os R$ 654,52, ou R$ 3,24 por hora. O valor é atribuído a uma jornada de trabalho de 220 horas mensais. Segundo estimativas do gerente de Engenharia e Custos da PINI, Bernardo Correa Neto, "o reajuste gerará, nas obras, um acréscimo de 5% em maio".O tíquete-refeição também sofreu um acréscimo de R$ 0,50, atingindo R$ 10,50. As empresas continuam com a alternativa de fornecer cestas básicas, contudo, houve acréscimos de produtos e o peso aumentou de 26 para 30 kg.Outra mudança engendrada é no adiantamento salarial, de no mínimo 40%. Atualmente, o pagamento deve ser feito 15 dias após o quinto dia útil de cada mês. Com a nova convenção, o prazo é até dia 20 de cada mês. As demais disposições da convenção coletiva assinada em 2007 continuam em vigor.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

IBGE registra alta de preços na construção em Sergipe


Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o metro quadrado de Sergipe custou em março R$ 552,62. Em janeiro, o metro quadrado estava custando R$ 546,04. Ainda assim, Sergipe está abaixo da média nacional (R$ 616,10) e é o terceiro mais barato do nordeste.

O Sinapi, composto pelas parcelas de materiais e de mão-de-obra, registrou um aumento de 0,84%, em relação a fevereiro, no país. Em Sergipe, esse aumento foi um pouco abaixo do nacional, 0,79%, com um acumulado de 8,27% nos últimos 12 meses.

A região Nordeste se destacou com os maiores índices nacionais de construção civil, 1,15%, seguida pelo Sudeste, com 1,04%. Esses índices foram puxados pelos resultados de Bahia e Rio de Janeiro, respectivamente. A região Nordeste também apresentou os maiores acumulados no ano (2,28%) e em 12 meses (7,52%). Os menores acumulados, nesses mesmos períodos, ficaram com a região Sul (0,73% e 5,02%).

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Custo Unitário Básico da construção civil capixaba sobe 0,6% em março

O CUB (Custo Unitário Básico) médio da construção civil capixaba teve uma variação de 0,58% no mês de março. Com isso, o valor do CUB médio passa para R$ 699,71 e a variação acumulada nos últimos 12 meses é de 5,591%. O CUB é o índice oficial calculado pelo Sindicon-ES que reflete a variação mensal dos custos do setor, para utilização nos reajustes dos contratos da construção civil.
Em março, o custo dos materiais variou 0,95%. Os itens que apresentaram as maiores altas foram: aço CA 50 (4,47%); janela de correr 2 (3,83%) e esquadria de correr (2,40%).

Os valores dos projetos.
Padrão Residencial:
Padrão Baixo: R-1 (R$ 663,26); PP-4 (R$ 623,03); R-8 (R$ 592,6024); PIS (R$ 448,36).
Padrão Normal: R-1 (R$ 772,51); PP-4 (R$ 737,31); R-8 (R$ 639,58); R-16 (R$ 621,37).
Padrão alto: R-1 (R$ 987,87); R-8 (R$ 803,81); R-16 (R$ 807,09).
Padrão Comercial: (CAL: Andares livres CSL: Salas e Lojas)
Padrão Normal: CAL-8 (R$ 732,58); CSL-8 (R$ 628,95); CSL-16 (R$ 838,29).
Padrão alto: CAL-8 (R$ 794,16); CSL-8 (R$ 700,11); CSL-16 (R$ 932,12).
Padrão Galpão Industrial: GI (R$ 358,44)
Padrão Residência Popular: RP1Q (R$ 634,90)

quinta-feira, 13 de março de 2008

Custo da construção civil aumenta 0,43% em fevereiro, revela IBGE

O Índice Nacional da Construção Civil, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu 0,43% em fevereiro e fechou o mês em R$ 610,99 por metro quadrado. Em janeiro, o aumento havia sido de 0,44% e, em fevereiro de 2007, de 0,41%.
No primeiro bimestre do ano, a alta do custo da construção somou 0,87% e, nos últimos 12 meses, o acumulado ficou em 6,29%.
Da composição do custo total por metro quadrado, R$ 352,41 foram relativos aos gastos com materiais, com alta de 0,67%. Os outros R$ 258,58 foram a parcela da mão-de-obra, com leve recuo de 0,3% perante janeiro.
Os números são calculados pelo IBGE, em convênio com a Caixa Econômica Federal, a partir do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), criado em 1969.