sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Siamfesp: mercado angolano tem nichos interessantes para produtos brasileiros

Os estudos desenvolvidos pelo Programa Setorial Integrado do Siamfesp sobre o mercado angolano serviram como um importante instrumento de auxílio para a Dorma estreitar relações com potenciais compradores daquele país.

“Ao analisarmos a relação de empresas do segmento de construção civil elaborada pelo PSI-Siamfesp, conseguimos identificar nichos interessantes para inserirmos nossos produtos”, revela o gerente de Comércio Exterior da empresa, Marcelo Silveira.

Embora as conversas ainda estejam no início, ele espera fechar negócio com três empresas angolanas, duas delas do setor de fluido de alumínio e uma de home center. Com isso, a Dorma deve ampliar sua presença no mercado angolano, com o qual já estabelece relações comerciais. Recentemente, a empresa forneceu as portas automáticas do "Belas Shopping", o primeiro shopping center do país.

A Angola é um dos mercados-alvo do PSI-Siamfesp, interessado em intensificar a participação das empresas do setor de metais não ferrosos naquele país, tendo em vista a Feira Internacional de Luanda (Filda), a ser realizada em julho próximo.

Após enfrentar 26 anos de intensa guerra civil, o país africano finalmente experimenta um período favorável para a recuperação de sua infra-estrutura, prova disso é que somente para 2008 é esperado um crescimento em torno de 15% na economia local.

Fonte: Reperkut Comunicação

Construção civil sente os primeiros efeitos da crise mundial

O setor da construção civil, que hoje emprega cerca de 2,2 milhões de trabalhadores no país, começou a demonstrar desaquecimento no mês de outubro, diante da crise internacional. Dados dos sindicatos patronais e de empregados mostram aumento nas demissões e contenção nos lançamentos de projetos novos.

O Sindicato da Construção Civil de Grandes Estruturas no Estado de São Paulo reduziu sua expectativa de crescimento do setor, que era de 25% a 30% em 2008, para cerca de 15%. O sindicato patronal detectou ainda um decréscimo de cerca de 15% no número de interessados em comprar imóveis novos nos plantões de lançamentos. Para 2009, a estimativa é de pequeno crescimento do setor.

“O que impactou é que alguns bancos acabaram elevando a taxa de juros do crédito imobiliário. Isso evidentemente atrapalha. Entendo que isso pode ser um fator mais pernicioso do que os efeitos da crise em si”, disse, em entrevista a Agência Brasil, o vice-presidente do Sindicato da Construção Civil de Grandes Estruturas no Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Flávio Prando.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo já registra efeitos negativos da crise internacional e da diminuição de crédito no setor. Pesquisa monitorada pela Fundação Getulio Vargas indica que cerca de cem mil postos de trabalho da construção civil serão fechados até o final do ano. Em 2009, o setor deve deixar de contratar cerca de 175 mil empregados diante do quadro de crise.

“Para se ter idéia, a quantidade de homologações [de demissões] era de 40 por dia no sindicato. Hoje, está em 150. Isso começou no final de outubro para cá. Havia 15 mil vagas abertas em setembro e não havia gente para colocar. Tanto é que em setembro nós empregamos 4.700 pessoas por aqui. Já em outubro e novembro há apenas 460 pedidos de contratação e para setores muito especializados”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), Antonio de Sousa Ramalho. De acordo com ele, os cortes no setor, até o momento, atingiram os profissionais mais qualificadas, como engenheiros, projetistas e mestres de obra.

Para o consumidor final, o momento turbulento pode ser apropriado para a compra de um imóvel novo. “O preço deve cair, já está caindo. Acho que quem está interessado em comprar imóvel deve fazer uma reflexão, dar uma seguradinha. E ver se não tem nenhum ajuste nos financiamentos, principalmente nos juros”, diz Ramalho.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Simão, é muito difícil, na atual conjuntura, fazer um prognóstico sobre os preços. "Seguramente não haverá aumento, porque já vai haver uma queda da produção e é bem provável que haja uma estabilização de preços. Eu não acredito em queda de preços no momento. No futuro, dependendo da evolução dessa crise, vai depender muito da oferta e da procura”, pondera.

O vice-presidente do SindusCon-SP discorda que o preços dos imóveis possa diminuir. Para ele, até um acréscimo é esperado. “Acho que os preços se mantêm ou, a rigor, podem até subir um pouco mais adiante, porque houve um acréscimo de custos durante este ano, que ainda não tinha sido repassado suficientemente para os preços finais”, disse.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Víqua lança torneira bóia em sistema 2 em 1

A Víqua entra em mais um nicho de mercado: o da torneira bóia para caixa d´água em dois modelos. Uma com haste de latão e outra com haste de alumínio. O diferencial entre os dois modelos é a resistência. A haste de latão tem uma resistência maior à corrosão. Os dois suportam 7,5 kgf/cm2 de pressão, atendendo as normas técnicas. Uma novidade da torneira bóia Víqua é o seu sistema 2 em 1. Com rosca de 1/2 e ¾ polegadas no mesmo produto, o que evita dúvida na hora da compra.

Para a fabricação desse novo produto, a Víqua investiu na comprar uma Fábrica Bóia com capacidade de produção de 130 mil peças/mês.

“Isso faz parte da nossa estratégia para aumentar o mix de produtos da Víqua e também nos dar know-how em novas tecnologias”, enfatizou Daniel Alberto Cardozo Júnior, diretor da empresa.

Metalúrgicos da Grande Curitiba ameaçam parar


Metalúrgicos de Curitiba e região metropolitana já sinalizam a possibilidade de greve. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), a primeira paralisação pode acontecer já nesta sexta-feira.

Além de reajuste atrelado pela correção de 100% da inflação acumulada dos últimos 12 meses, a categoria, que tem data-base em 1.º de dezembro, reivindica abono salarial de R$ 1,5 mil e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.

De acordo com o presidente do SMC, Sérgio Butka, a greve está mais próxima de acontecer na Bosch - maior indústria do setor no Paraná, que emprega cerca de cinco mil trabalhadores.

Segundo Butka, os metalúrgicos rejeitaram duas propostas durante a assembléia realizada ontem. Os trabalhadores deram prazo até sexta-feira para que a empresa apresente uma nova proposta.

A empresa teria oferecido aumento para dezembro de 11%, porém sem abono. A segunda proposta oferecia a de incorporação de 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) - cerca de 7,15% - e um abono de R$ 700,00 para o dia 19 de dezembro. Entretanto, para os metalúrgicos, o aumento real de 3,6% para fechar os 11% viriam só em dezembro de 2009.

Para esse ano, o abono salarial é o grande mote da Campanha Salarial 2008, que envolve cerca de 30 mil trabalhadores de indústrias metalúrgicas e de máquinas.

Segundo Butka, o benefício foi conquistado pelos funcionários das montadoras e de autopeças, que garantiram abonos de até R$ 2 mil. “Nosso objetivo é estender essa conquista aos setores de metalurgia e máquinas”, diz.

“No ano passado realizamos mais de 120 acordos individuais por empresas, além das convenções coletivas. Queremos manter o mesmo nível de sucesso nas negociações”, comenta Butka. A pauta de reivindicações do sindicato já foi encaminhada a mais de 40 empresas.
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Além da Bosch, o SMC já está em negociação com a AAM do Brasil (Araucária); Haas do Brasil, Leogap e Perkins (CIC); Brandl, Ribasa, Suzuki e Vetore (Pinhais); Dana, GL Lorenzetti e Maflow (Campo Largo). Outras reuniões estão para ser agendas para os próximos dias.

Alarde

Segundo o presidente do SMC, “a alardeada crise no setor metalúrgico, com anúncio de férias coletivas e ameaça de demissões em massa, é uma espécie de estratégia adotada pelos patrões para nivelar por baixo as negociações de data-base”.

“O sindicato patronal está fazendo alarde com a notícia de férias coletivas de 35 empresas em dezembro próximo. Férias nessa época do ano é normal. Para se ter uma idéia, em 2007, 42 fábricas concederam férias coletivas em dezembro. E na época nem havia crise”, argumenta Butka.

Filtros e Purificadores da Lorenzetti

Quem nunca parou para perguntar se a água que consome em casa é de boa qualidade ou não? Por ser um elemento essencial ao ser humano, cada vez mais pessoas que se preocupam com a própria saúde, e de sua família, se deparam com situações específicas que podem induzir algumas preocupações sobre a qualidade da água consumida, uma vez que a água é um dos principais itens para o bem-estar.

A história está cheia de doenças provocadas pela água, a maioria causada pela presença de substancias tóxicas ou nocivas, em teores excessivos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 80% de todas as doenças que se alastram pelos países em desenvolvimento são provenientes de água de má qualidade. Doenças como a cólera, diarréia e hepatite infecciosa, por exemplo, são causadas pelo consumo de água ou de alimentos irrigados com água contaminada.

Sendo assim, a água é uma substância que merece muita atenção, uma vez que além de vital é indispensável para saúde. Como é utilizada para beber, cozinhar e ainda realizar higiene pessoal, todo o cuidado é pouco com esse precioso recurso que enfrenta a escassez mundial e vem obrigando mudanças radicais em relação ao seu consumo.

Uma das alternativas adotadas para quem busca água de qualidade são os conhecidos galões de água mineral. Mas o que muitos não sabem é que a água presente neste tipo de embalagem também oferece riscos quanto a contaminação, que podem ser ocasionados por armazenagem e manuseio incorretos. Não se pode ignorar o problema dos clandestinos, que aproveitam o crescimento do mercado para vender água em galões, muitas vezes sem nenhuma condição de higiene. Há ainda o transtorno na hora de manuseio ou troca do galão, que é um tanto quanto trabalhosa.

Motivo pelo qual a utilização de purificadores e filtros de água se torna cada vez mais comum entre os consumidores, pois esses produtos realizam o controle de proliferação de bactérias, retenção de partículas sólidas e a eliminação do excesso de cloro da água. Outra vantagem é a economia, uma vez que instalados, a única preocupação que o usuário terá é com a manutenção, que deve ser realizada dentro dos prazos sugeridos pelo fabricante, para que a água seja garantia de pureza e qualidade.

Na escolha dos produtos, uma dificuldade observada entre os consumidores é saber quando usar filtros ou purificadores de água. A principal diferença entre os produtos é que os filtros realizam o controle de proliferação de bactérias, retenção de partículas sólidas e eliminação do excesso de cloro da água. Já os purificadores são aparelhos mais completos, pois além da função do filtro, repõem repões sais minerais benéficos ao bom funcionamento do organismo, como cálcio e o potássio.

Filtros e Purificadores da Lorenzetti

A Lorenzetti, empresa líder no segmento de duchas e chuveiros elétricos que atua também nos mercados de metais sanitários, filtros e purificadores de água, aquecedores a gás e capacitores, se destaca por desenvolver produtos com alto padrão de qualidade a preços justos.

Entre os purificadores, a empresa disponibiliza duas opções: O Naturalis, com capacidade de filtrar seis mil litros, ideal para famílias maiores e o Gioviale, com capacidade de filtrar quatro mil litros até a troca do refil, indicado para residências onde moram poucas pessoas. São produtos com design moderno e compacto, preço acessível e fáceis de se instalar, não necessitando a presença de um técnico.

A linha de filtros Loren Acqua tem produtos adequados as mais diversas necessidades. O Modelo Loren Acqua 5” e Loren Acqua 9”3/4 reduzem o excesso de cloro da água e retêm partículas como barro, limo e ferrugem, proporcionado água pura para beber, fazer sucos, gelo, cozinhar e lavar alimentos. A linha se complementa com produtos para instalação em máquinas de lavar roupas, caixas d’água, cavaletes e condomínios, opção que preserva aparelhos que utilizam água, como chuveiros elétricos, válvulas de descarga, máquinas de lavar roupas e aquecedores elétricos.

A Lorenzetti dispõe também de outros modelos de filtros, como o Versatille, filtros com torneira de metal e registro com filtro. O uso destes produtos é garantia de água saudável todos os dias

Sobre a Lorenzetti

Em 2008 a Lorenzetti, empresa líder no segmento de duchas e chuveiros elétricos e que desde 2003 atua no segmento de metais sanitários, completa 85 anos. Pioneira na fabricação de chuveiros elétricos automáticos, a Lorenzetti tem como principal objetivo levar qualidade, modernidade e tecnologia de ponta ao maior número de lares brasileiros no que se refere a duchas e chuveiros elétricos, metais sanitários, filtros e purificadores de água, aquecedores a gás e capacitores.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Custo da construção em SC sobe 0,36%

O Custo Unitário Básico (CUB), calculado de acordo com a Norma NBR 12.721/2006, apresentou alta de 0,36% e passa a valer R$ 945,81 para o mês de novembro em Santa Catarina, conforme pesquisa divulgada pelo Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon) da Grande Florianópolis. Nos últimos 12 meses o índice apresentou alta de 12,87%.

A crise financeira internacional não teve influência sobre o resultado do CUB, que retrata apenas a variação de mercado de alguns insumos que tiveram alta, como cimento, 8,57%, bloco cerâmico para alvenaria, 7,14%, tubo de ferro galvanizado com costura, 6,29% e a telha de fibrocimento ondulada, 5,32%.

A variação mensal do CUB se manteve também abaixo de outros indicadores de mercado, como o IGP-M, que teve aumento de 0,98% no período, e do Índice Nacional do Custo da Construção médio (INCC-M), com subiu 0,85%.

Valores para novembro:

CUB: R$ 945,81

Variação do mês: 0,36%

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Material de construção deve continuar caro, apesar da crise

Apesar do receio de desaquecimento econômico no Brasil, o preço dos materiais de construção deve continuar alto nos próximos meses, segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). "Muitas pessoas estão no meio da reforma da casa e elas não vão deixar de comprar porque o produto está caro", diz Hiroshi Shimuta, diretor da Anamaco.

A demanda mais forte, segundo ele, vem dos materiais de base, como cimento, aço, areia e tijolo. O índice da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) confirma a tendência. Em setembro, as vendas de materiais de base cresceram 38,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a comercialização de materiais de acabamento cresceu 7,46% na mesma comparação.

Resultado deste cenário é que a demanda aquecida esgotou os estoques de cimento da indústria, no início de outubro, de acordo com Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção, Maquinismos, Ferragens, Tintas, Louças e Vidros de São Paulo ((Sincomavi). "A dificuldade do mercado de material de construção começou a partir das grandes obras. Mas quando falo disso, falo de cimento", afirma Reinaldo Pedro Correa, presidente do Sincomavi.

A Abramat estima que o ritmo de crescimento atual siga até o segundo semestre de 2009. "Muitas obras estão no começo e ainda há muitos materiais de acabamento que necessariamente serão consumidos", diz Melvyn Fox, presidente da entidade.

Ele afirma, contudo, que não haverá falta de produtos de acabamento como ocorreu com o cimento. "As indústrias investiram muito em ampliação da capacidade produtiva e não há nesse momento falta de materiais de construção", afirma.

Preços

Para o consumidor, a demanda se reflete na alta dos preços. Os materiais de base foram os principais responsáveis na elevação nos preços em 2008, medidos pelo Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em outubro, o INCC apresentou inflação de 0,85% em relação a setembro, quando cresceu 0,94%.

Os preços de materiais elétricos e acabamentos em metais como aço e cobre também podem subir nos próximos meses, segundo Fox. "O dólar valorizado gera um custo maior em insumos que dependem de commodities", afirma. Segundo Shimuta, o risco de aumento será maior se a cotação do dólar permanecer alta por muito tempo e chegar aos combustíveis e afetar o preço dos transportes. "Metade dos nossos custos estão relacionados ao transporte, porque o nosso produto é muito pesado", diz. Segundo ele, alguns itens já estão sofrendo reajuste de 6% a 10%, por causa do dólar.

Medidas

Na semana passada, o governo anunciou a criação de uma nova linha de financiamento do capital de giro das empresas de construção civil. O objetivo da medida é conter o desaquecimento do setor, que é um grande empregador.

A linha será formada por meio da liberação de 5% dos depósitos da caderneta de poupança e poderá atingir R$ 11 bilhões. Hoje, os bancos têm de destinar 65% dos depósitos da poupança ao crédito imobiliário. A partir de agora, 5% entre os 65% poderão ser usados para financiar as construtoras. A decisão dependerá dos bancos. A Caixa Econômica Federal antecipou que oferecerá R$ 3 bilhões para cobrir custos de construção e compra de carteira de recebíveis das empresas.

A Abramat apóia as medidas anunciadas pelo governo para fortalecer o setor. Mas Fox diz que ainda seria necessário um auxílio para o cliente final. "Achamos importante dar prazo a esse consumidor com ampliação de prazo, mais recursos disponíveis e redução da taxa de juros", diz. Segundo Shimuta, a construção auto-gerida, em que o próprio cliente faz a reforma ou o "puxadinho", representa 60% das vendas do setor.

Matérias-primas a caminho do pior mês dos últimos 52 anos

As "commodities" estão a caminho do seu pior mês desde pelo menos 1956, data em que começaram os registos, devido aos receios de que o abrandamento do crescimento económico mundial reduza a procura de matérias-primas.

O índice CRB Reuters/Jefferies, que engloba 19 matérias-primas, caiu 24% este mês, o que correspondeu à descida mais pronunciada em pelo menos meio século, refere a Bloomberg.

O petróleo deverá estabelecer uma queda mensal recorde e o cobre deverá registar a maior desvalorização das últimas duas décadas. O ouro, por seu lado, deverá apresentar a sua pior “performance” em 25 anos.

“Outubro está finalmente a terminar – trata-se do pior mês na história das matérias-primas”, comentou à Bloomberg um analista do Commerzbank, Eugene Weinberg. “Os investidores estão à espera de uma desaceleração do crescimento no longo prazo e isso está a pressionar os preços”, acrescentou.

O West Texas Intermediate, crude de referência dos Estados Unidos, seguia a cair 4,3% no mercado nova-iorquini, para 63,12 dólares por barril. Em Londres, o Brent do Mar do Norte, “benchmark” para a Europa, cedia 2,57% para 62,07 dólares.

“O panorama para a procura continua fraco”, declarou à Bloomberg um corretor da Bache Commodities, Christopher Bellew. “Mesmo nos mercados emergentes, o crescimento deverá ser menor do que o esperado anteriormente”, referiu.

No Mercado Londrino de Metais (LME), o cobre para entrega a três meses cedia 4,3%, para 4.020 dólares por tonelada, com a perda deste mês a ascender a 37% - a mais forte em duas décadas. A volatilidade do metal subiu para 90,78% esta semana, atingindo o nível mais alto desde pelo menos 2004.

O alumínio seguia a perder 1,9%, para 2.020 dólares por tonelada, sendo de 17% a queda acumulada este mês.

Os seis metais industriais cotados no LME registaram uma desvalorização de 27% este mês, até ontem, encaminhando-se assim para a queda mensal mais pronunciada desde pelo menos Maio de 2000, salienta a Bloomberg.

Crise afeta procura por minério

A Vale informou nesta sexta-feira que irá reduzir sua produção de minério de ferro em 30 milhões de toneladas métricas anuais. De acordo com a empresa, a medida visa adequar os negócios "ao cenário de desaceleração do crescimento da economia global". Entretanto, a empresa mantém os números de seu plano de investimentos para 2009.

Em nota, a Vale afirma que o aprofundamento da crise financeira internacional, ocorrida em meados de setembro, "aprofundou de maneira substancial seu impacto recessivo sobre a economia global". O processo tem forte efeito negativo sobre a produção do aço, afirma a Vale, "tendo em vista sua relevância para a produção industrial e a construção civil".

A indústria siderúrgica vem anunciando, em diversas regiões do mundo, significativos cortes de produção, estimados em cerca de 20% da produção global de 2007, e com implementação imediata.

"Tendo em vista que a única utilização do minério de ferro é na fabricação do aço, sua demanda sofreu direta e imediatamente o efeito da retração da produção siderúrgica. Ao mesmo tempo, a produção de minério de ferro, realizada em grande escala e que por isso demanda estreita integração mina-ferrovia-porto-transporte marítimo, torna inviável sua destinação para a formação de estoques na expectativa de recuperação da demanda. Não há simplesmente espaço físico disponível para a acumulação de estoques envolvendo dezenas de milhões de toneladas de minério de ferro", aponta a Vale.

Ajustes na produção

Segundo a mineradora, a retração da produção industrial afeta a demanda por outros metais básicos, como níquel e alumínio, o que já resulta em "significativa acumulação de estoques". Dessa forma, a Vale decidiu fazer ajustes de produção em diversas plantas produtivas. "Acreditamos que esta decisão neste momento contribuirá para minimizar riscos de maiores danos no futuro, sobretudo no que diz respeito aos nossos empregados e as comunidades onde possuímos operações", afirma a mineradora.

Para atingir a meta de reduzir a produção de minério de ferro em 30 milhões de toneladas métricas anuais, a Vale decidiu paralisar as atividades de algumas minas a partir deste sábado, 1º de novembro. A empresa afirma que as unidades, localizadas nos Sistema Sul e Sudeste, no estado de Minas Gerais, são produtoras de minérios "de menor qualidade". "Estas unidades apresentam maior custo e produzem minérios de qualidade inferior relativamente aos demais produzidos pela Vale", afirma a nota.

Segundo a empresa, a redução da demanda pode fazer com que esses minérios poderão enfrentem dificuldades de colocação no futuro. "Essa é uma ação que visa adequar a oferta da Vale à situação de mercado, evitando a estocagem desnecessária de produtos. Nossos empregados nessas unidades entrarão em férias coletivas", afirma a mineradora.

Duas plantas de produção de pelotas, responsáveis por 20% da capacidade nominal de produção de pelotas da Vale, farão parada para manutenção a partir deste mês. Além disso, as atividades produtivas de minério de manganês e ferro ligas no Brasil estarão paralisadas em dezembro e janeiro de 2009.

Em suas operações de alumínio, a empresa decidiu reduzir as atividades de sua subsidiária integral Valesul Alumínio S. A. (Valesul), no Rio de Janeiro, que para a Vale opera "com custos relativamente elevados, especialmente em função do alto custo de energia elétrica, insumo extremamente importante para a produção do metal". Devido a obrigações contratuais, a produção da Valesul será limitada a 40% de sua capacidade nominal de 95.000 toneladas métricas anuais.

A companhia também informou que suas atividades com caulim, para revestimento de papel, serão desaceleradas. "A produção de caulim em nossa subsidiária Cadam S. A., localizada no estado Pará, respectivamente, será reduzida em 30% relativamente à sua capacidade nominal de produção", indica a Vale.

Exterior

Na França, a planta de ferro ligas de Dunkerque permanecerá desativada até abril de 2009, e na planta de Mo I Rana, na Noruega, a parada para a reforma de um forno se estenderá até junho de 2009. "Haverá redução de produção de 600.000 toneladas métricas de minério de manganês e 90.000 toneladas métricas de ferro ligas relativamente ao programado para o primeiro semestre de 2009", afirma a Vale, sobre as duas operações européias.

Na Indonésia, a empresa deixa de usar energia de geração termoelétrica, que tem custo mais elevado, o que reduzirá a produção de níquel em 20%, cerca de 17.000 toneladas métricas. "Adicionalmente, a refinaria de níquel em Dalian, na China, se manterá operando a 35% de sua capacidade nominal de 60.000 toneladas métricas anuais", complementa a Vale.

Agnelli: preços estão em "liquidação"

O presidente da Vale, Roger Agnelli, afirmou nesta sexta-feira que a crise econômica global será intensa por alguns meses e que a recuperação deverá vir em 2009. "Alguns acham que (a crise) pode durar dois anos. Eu acho que os próximos três ou quatro meses terão uma intensidade fortíssima, e a recuperação poderá vir no segundo trimestre de 2009", afirmou Agnelli no Rio de Janeiro.

De acordo com o executivo, as férias coletivas concedidas pela empresa poderão durar de 15 a 20 dias. "É um aperto momentâneo. O mercado tende a um rearranjo fortíssimo, então em grandes mercados como a China as siderúrgicas estão cortando a produção. A construção civil caiu e não tem porque continuar a produzir (aço) para deixar no estoque", comentou.

O presidente da Vale afirmou que os valores do minério de ferro no chamado "mercado spot" desabaram. "Os preços no mercado (spot) hoje são preços de liquidação. E você tem vários traders que compraram e estocaram e agora têm que vender por qualquer preço", comentou, ressaltando que a mineradora brasileira não pretende participar desse mercado no momento. "Os preços não são reais. Eles estão vendendo para pagar a conta de ontem", atestou Agnelli.

O executivo repetiu o que afirmou na última semana, quando a mineradora apresentou seus resultados do 3º trimestre. Segundo ele, a Vale vai aproveitar a pausa no ritmo do mercado para trabalhar em manutenção e eliminar alguns gargalos, operações que haviam sido deixadas de lado pelo forte movimento de produção e vendas que reinava no setor há poucos meses. "A gente estava trabalhando com 110% da capacidade. Estávamos trabalhando sem estoque, e agora estamos voltando ao normal", afirmou.

"Algumas minas estão em processo avançado de deterioração. O minério está perdendo a qualidade. Por isso fechamos aquelas minas em que a qualidade é menor", completou Agnelli.

sábado, 1 de novembro de 2008

Rio vai sediar encontro mundial sobre moradia e urbanização em 2010

O Rio de Janeiro será palco em 2010 das discussões do 5° Fórum Urbano Mundial, evento da Organização das Nações Unidas (ONU), que promete a avaliar e propor políticas públicas para os problemas decorrentes de moradia e urbanização.

O anúncio foi feito pelo ministro das Cidades, Marcio Fortes, pelo governadordo estado, Sérgio Cabral, e pelo prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes. A divulgação oficial será feita pelo governo federal, na próxima semana, durante a quarta edição do Fórum, na cidade de Nanjing, na China.

- As pessoas pensam que infra-estrutura é só (a construção de) casas. Mas não é só isso. É a construção de lares. As pessoas têm um lar quando têm parede, mas, ao lado dela, infra-estrutura de água, esgoto, drenagem, pavimentação, transporte passando na porta - disse o ministro Fortes. De acordo com ele, na edição do Fórum no Rio, que se chamará Cidade Cidadã, haverá a integração de temas da urbanização aos problemas das comunidades marginalizadas pela violência e vulneráveis socialmente.

- A cidade precisa estar disponível para essas pessoas também - acrescentou.

Para o governador Sérgio Cabral, além de atrair investimentos e turistas, o Rio lucrará com a troca de experiências. Nesse sentido, o estado também terá o que mostrar.

- O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) das favelas é uma iniciativa conjunta dos governos e um caso de repercussão internacional - declarou.

O PAC em comunidades carentes do Rio conta com R$ 17 bilhões a serem investidos até 2010. O dinheiro ds das três esferas de governo será aplicado na ampliação de ruas,saneamento e construção de casas, por exemplo. No total, serão R$ 106,3 bilhões, dinheiro que também será investido na despoluição e drenagem de rios e na construção de redes de abastecimento de água, em todo o estado.